Minério de ferro
A Vale informou que não pretende adquirir novamente o complexo de minério de ferro de Corumbá (MS), conhecido como Sistema Centro-Oeste, vendido à J&F, dos irmãos Joesley e Wesley Batista, em 2022. A posição foi divulgada pela companhia após repercussão de informações sobre uma possível negociação envolvendo o ativo.
Minério de ferro II
Leia mais:Em comunicado ao mercado, a mineradora afirmou que avaliou a oportunidade de investimento, mas decidiu não seguir com a operação. Segundo a empresa, a análise faz parte da rotina de avaliação de projetos alinhados à estratégia da companhia. A Vale destacou ainda que todas as decisões relacionadas à alocação de capital passam por critérios técnicos, econômicos e financeiros, além de obedecer às políticas internas de governança e aos processos de aprovação da empresa.
Minério de ferro II
A possibilidade de uma recompra ganhou força após a divulgação de que, em maio deste ano, integrantes da administração da Vale participaram de uma reunião com os controladores da J&F e visitaram as minas em Corumbá. Após a visita, um dos conselheiros enviou um e-mail avaliando positivamente o potencial do empreendimento e sugerindo que fosse analisada uma eventual parceria entre as empresas.
Juruti
O Ministério Público Federal (MPF) notificou, no dia 13, uma empresa mineradora para que sejam suspensas, imediatamente, as atividades de dragagem no Rio Amazonas, na região de Juruti. O órgão estabeleceu prazo de 24 horas para que a licença ambiental seja anulada e as operações sejam interrompidas.
Juruti II
De acordo com o MPF, a medida foi adotada após a identificação de irregularidades no processo de licenciamento ambiental e de possíveis impactos socioambientais às comunidades tradicionais da região. Segundo o órgão, a dragagem vinha sendo autorizada por meio de procedimentos simplificados, sem a exigência de Estudo de Impacto Ambiental (EIA) e do Relatório de Impacto ao Meio Ambiente (Rima), documentos considerados necessários para empreendimentos desse porte.
Mais médicos
Estão abertas até a próxima quinta-feira, 16 de julho, as inscrições para o terceiro ciclo do edital para provimento de médicos especialistas. Ao todo, são 1.136 vagas imediatas, distribuídas em 24 cursos de aprimoramento, abrangendo 309 municípios nas 5 regiões do Brasil e em 26 unidades da Federação. O Pará terá um total de 33 vagas imediatas neste ciclo.
Mais médicos II
A iniciativa faz parte do Projeto Mais Médicos Especialistas do Governo do Brasil, criado pela Lei 14.621/23. O Mais Médicos Especialistas quer aprimorar médicos especialistas em regiões prioritárias para o Sistema Único de Saúde (SUS) e também integra as ações do Agora Tem Especialistas, com foco na redução do tempo de espera por atendimento especializado e aumento da resolutividade dos serviços de saúde.
Inscrição
A inscrição para o Mais Médicos Especialistas é através do site da UNASUS. Do total de 1.136 vagas, quase a metade são voltadas para o interior, que soma 537 oportunidades (47,2% do total). As capitais contam com 335 vagas (29,4%) e as regiões metropolitanas concentram 266 (23,4%).
Ouro
O Sul do Pará, uma das principais regiões produtoras de ouro do país, poderá ser diretamente impactado por uma proposta que busca modernizar a legislação mineral brasileira e criar novas oportunidades de regularização para empreendedores do setor. Um estudo, divulgado pelo Instituto Escolhas nesta quarta-feira (8), propõe que os empreendimentos de mineração passem a ser classificados conforme o porte operacional, considerando fatores como volume de produção, área explorada, nível tecnológico, número de trabalhadores e outros indicadores técnicos. A intenção é adequar as exigências legais à realidade de cada operação.
Ouro
Hoje, a exploração de ouro no Brasil acontece principalmente por dois regimes: a Permissão de Lavra Garimpeira (PLG), destinada aos garimpos, e a concessão de lavra, utilizada na mineração considerada industrial. Segundo os pesquisadores, essa divisão já não representa toda a diversidade existente no setor mineral brasileiro. Caso a proposta fosse aplicada ao cenário atual, cerca de 30% das operações hoje enquadradas como garimpo passariam a ser classificadas como mineração de pequena ou média escala.