Conforme havia prometido, um grupo de moradores do Bairro Magalhães fechou rodovia BR-222, que atualmente é via de maior fluxo de veículos e pessoas na entrada e saída de Marabá, passando pelo Bairro São Félix e ponte rodoferroviária sobre o Rio Tocantins.
A manifestação começou por volta de 6 horas e formou uma longa fila de veículos, tanto do lado do São Félix quanto da Nova Marabá. A Polícia Militar enviou viaturas e policiais para o ponto do fechamento da rodovia federal, enquanto agentes do Detran ficaram do lado da Nova Marabá para ajudar no controle de acesso à ponte.

Gleciane Nunes, uma das manifestantes disse que chegaram ao local por volta de 5 horas da manhã. Ela reclamou da situação de uma área conhecida como “chacreamento”, contíguo ao Residencial Magalhães, que não avança para os moradores receberem os títulos. “Queremos ter nossos direitos garantidos, a infraestrutura mínima e a retomada das obras das 920 casas dentro do residencial. Aquelas 30 famílias estão lá dizendo que são 700 famílias. Lá é área de construção de 920 casas e pedimos que a Justiça Federal nos dê resposta”, disse.
Ela disse que os manifestantes tentavam atrair a atenção e exigiam a presença de representante da Justiça Federal, mas que a Polícia Militar não estava permitindo. “Não tem um fogo aqui. Só tem pessoas com placas feitas de papelão. Famílias que estão desesperadas porque não receberam seus títulos, porque não veem a retomada das obras dentro do Residencial Magalhães 1”, disse ela.
Cientes do ato por meio de um aviso prévio da própria associação organizadora, as forças de segurança se anteciparam e enviaram equipes ao local antes mesmo do início do bloqueio. A operação contou com a atuação de homens do 4º Batalhão de Polícia Militar (BPM), do Batalhão de Missões Especiais e de agentes do Detran, que trabalham em conjunto para garantir a integridade dos manifestantes e desobstruir a via.
De acordo com o coronel Ibsen, comandante do 4º BPM, embora o protesto ocorresse de maneira tranquila, o bloqueio gerou transtornos ao violar o direito constitucional de ir e vir dos cidadãos. O comandante ressaltou que a polícia buscou um equilíbrio entre o direito de manifestação e a livre circulação, e informou que um consenso foi estabelecido com os líderes do movimento para que o ato fosse encerrado após ganhar a devida atenção pública.
A liberação da rodovia ocorreu antes da 9 horas da manhã.
