Correio de Carajás

Ataque de facção armada deixa três mortos em Parauapebas; pai e filho estariam entre as vítimas

Vítimas, um pai e um filho serralheiros, não tinham envolvimento com o crime; um adolescente de 15 anos foi decapitado. Polícia investiga.

Conforme testemunha, as vítimas foram assassinadas a sangue frio e não possuem envolvimento com facções / Foto: Ronaldo Modesto
Por: Ronaldo Modesto, Kauã Fhillipe
✏️ Atualizado em 13/06/2026 13h42

Uma ação violenta registrada na noite desta sexta-feira (12), por volta das 22h30, na Rua Murici, no bairro Liberdade II, em Parauapebas, terminou com três pessoas mortas e mobilizou um grande efetivo das forças de segurança. Conforme apurado pela reportagem, criminosos fortemente armados efetuaram cerca de 50 disparos durante o ataque.

De acordo com as informações obtidas pela reportagem, o grupo teria ido ao local para executar integrantes de uma facção rival que estariam em uma área de mata próxima a uma residência. No entanto, os alvos perceberam a movimentação e conseguiram fugir antes de serem atingidos.

Na fuga dos suspeitos pela rua do morro, três pessoas que, segundo as informações levantadas pela reportagem, não tinham qualquer envolvimento com organizações criminosas acabaram sendo mortas. Uma testemunha relatou que o primeiro alvo foi um homem que estava falando ao telefone no momento em que os criminosos passaram pelo local, e ele teria sido executado a tiros.

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Na sequência, os suspeitos encontraram um pai e um filho – identificados como Izanio dos Santos, de 44 anos e John Erik Lobato de 15 – que chegavam do trabalho em uma motocicleta Honda Biz vermelha. Conforme o relato, ambos atuavam como serralheiros e retornavam do serviço quando foram surpreendidos pelos atiradores. Os dois foram mortos no local. Ainda segundo a testemunha, um dos criminosos teria decapitado o adolescente de 15 anos após a execução, em um ato descrito como de extrema crueldade.

Izanio e John voltavam do trabalho quando foram mortos

A reportagem também apurou que, durante a ação, uma mulher chegou a ser perseguida pelos criminosos após sair para a rua no momento dos disparos. Ela conseguiu fugir, e até o momento não há informações oficiais sobre seu paradeiro ou eventual estado de saúde.

A cena do crime foi isolada por equipes da Polícia Militar, que impediram o acesso de moradores e da imprensa à área onde ocorreram os homicídios. Viaturas foram posicionadas nas três vias de acesso ao morro, com apoio de policiais motociclistas, enquanto os trabalhos de perícia e remoção dos corpos eram realizados.

Até o fechamento desta matéria, as identidades das vítimas ainda estavam sendo confirmadas. A Polícia Civil deverá investigar o caso para identificar os autores e esclarecer todas as circunstâncias do ataque.

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