Uma família do Reino Unido decidiu mudar radicalmente de estilo de vida para priorizar a convivência familiar e a liberdade. Após a mãe deixar seu emprego de cabeleireira autônoma, ela e o marido optaram por educar os filhos em casa enquanto cruzam a Europa a bordo de um motorhome, veículo que foi comprado em julho de 2025.
A decisão de tirar os filhos mais velhos da escola convencional ocorreu logo após a pandemia de COVID-19, e os filhos mais novos do casal nunca chegaram a frequentar o sistema tradicional de ensino.
Atualmente, os filhos Reggie, de 15 anos, Belle, de 8, Shane, de 6, Jesse, de 4, e Nelly, de 1 ano, acompanham os pais, Amy e Shane Edwards, em uma jornada que já incluiu passagens pelos Pirineus franceses e por Portugal.
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De acordo com informações da Kennedy News & Media, a mãe de 40 anos explicou que a educação das crianças funciona de forma autoguiada, em que os próprios filhos manifestam seus interesses e todos estudam os temas juntos, sem as amarras dos horários e calendários escolares rígidos. “Embora eu fosse autônoma e tivesse flexibilidade, ainda assim me vi obrigada a matricular meus filhos em atividades extracurriculares”, desabafou Amy.

“Olhando para trás, sinto que não consegui criar meus próprios filhos. Não estamos presos a 28 dias de férias por ano, e as crianças não vão para a escola, então não precisamos nos preocupar com os feriados escolares, que são uma loucura e muito caros.”
Antes de partir para o continente europeu, a família testou a vida na estrada viajando para o País de Gales e para o Parque Nacional Peak District durante o verão britânico. O plano a longo prazo do casal, que planejava essa mudança há nove anos, envolve criar raízes fora do Reino Unido, onde o clima é melhor e é mais barato comprar propriedades.
O sonho final é adquirir um terreno para cultivar os próprios alimentos e criar animais, integrando o estilo de vida do campo ao currículo das crianças. Enquanto o destino final não chega, a família segue compartilhando a rotina nas redes sociais e sem pressa de se estabelecer, pois afirmam que estão “literalmente se divertindo muito”.
(Metrópoles)
