Correio de Carajás

Nove meses após condenação, influencer Gaby Bogéa vai para o semiaberto

Gabryella Ferreira Bogéa estaria no centro do crime que chocou Marabá. Ela deixou o regime fechado, conforme decisão da Vara de Execuções Penais

Gaby, à esquerda, foi batizada recentemente ao lado da mãe, Tina, e agora ganha liberdade no semiaberto
✏️ Atualizado em 09/06/2026 12h43

Nove meses após ser condenada pelo Tribunal do Júri pelo envolvimento na morte do vendedor de joias Edilson Pereira de Sousa, a influenciadora digital Gabryella Ferreira Bogéa deixou o regime fechado e passou a cumprir pena no regime semiaberto, conforme decisão da Vara de Execuções Penais competente.

Procurada pela reportagem, a defesa de Gabryella Bogéa, representada pelos advogados Diego Adriano Freires e Odilon Vieira, informou que não irá se manifestar sobre o caso neste momento. Os defensores optaram por não comentar a decisão judicial nem os desdobramentos da execução penal da condenada.

Gabryella foi condenada em setembro de 2025 durante julgamento realizado em Belém, que durou quase 03 dias, onde os jurados analisaram a participação de seis acusados no crime ocorrido em abril de 2021, em Marabá. O caso teve ampla repercussão em todo o Pará e resultou na condenação de cinco pessoas acusadas de participação no homicídio, o acusado Mateus Mendes foi absolvido.

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Com a progressão para o regime semiaberto, Gabryella passa a ter acesso a direitos previstos na Lei de Execução Penal. Nesta modalidade de cumprimento de pena, o apenado pode ser autorizado pela Justiça a deixar a unidade prisional durante o dia para exercer atividade laboral, frequentar cursos profissionalizantes ou estudar em instituições de ensino regularmente reconhecidas.

Na prática, o regime semiaberto representa uma etapa intermediária entre o cárcere fechado e a liberdade plena. Caso autorizada judicialmente, a condenada poderá desenvolver atividades externas durante o dia, retornando à unidade prisional ao final da jornada para pernoitar, permanecendo sob fiscalização do sistema de execução penal.

A progressão de regime é um benefício previsto na legislação brasileira e depende da análise do comportamento carcerário do condenado, do cumprimento de parte da pena e de outros requisitos estabelecidos pela Justiça.

O caso da morte do vendedor de joias Edilson Pereira de Sousa permanece como um dos processos criminais de maior repercussão da história recente do sudeste paraense, tendo mobilizado autoridades policiais, Ministério Público, Poder Judiciário e a opinião pública desde as investigações até o julgamento dos envolvidos.

Embora a nova fase da execução penal represente um avanço no cumprimento da pena, Gabryella Bogéa continuará submetida às condições e restrições impostas pelo Poder Judiciário, permanecendo vinculada ao sistema prisional enquanto durar a execução da condenação.