📅 Publicado em 02/06/2026 15h19
O Serviço Social do Comércio (Sesc) de Marabá deu início nesta semana à programação “Refletindo sobre as Mudanças Climáticas na Amazônia”, uma série de palestras e atividades voltadas à divulgação científica e à conscientização ambiental. A iniciativa integra as ações da Sala de Ciências do Sesc e reúne pesquisadores nacionais e internacionais para discutir os impactos das mudanças climáticas na América Latina e, especialmente, na Amazônia.
A programação começou nesta segunda-feira (1º), com a palestra “Mudanças climáticas e desenvolvimento urbano na América Latina”, ministrada pelo pesquisador chileno Rodrigo Hidalgo Dattwyler. Nesta terça-feira (2), o debate continua com a professora Claudia Tomadoni, da Universidade Friedrich Schiller, da Alemanha, que abordará o tema “Capitaloceno e transição energética na América Latina”.
O ciclo será encerrado no dia 22 de junho com a palestra “Antropoceno, cidades e mudanças climáticas na Região de Carajás”, conduzida pelo professor Eudes Leopoldo, da Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará (Unifesspa). Na mesma data, será aberta a exposição “Região de Carajás: meio século de mudanças”, que apresenta mapas, fotografias e materiais produzidos a partir de pesquisas sobre as transformações socioambientais da região.
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Segundo o coordenador de Cultura e Educação do Sesc Marabá, Zhumar de Nazaré, o evento surge em um momento considerado decisivo para a discussão ambiental.
“Estamos vivendo um período muito importante e crítico para toda a humanidade. As mudanças climáticas já fazem parte da nossa realidade e seus efeitos são sentidos diretamente na sociedade. Aproveitando o mês em que se celebra o Dia Mundial do Meio Ambiente, entendemos que era oportuno promover uma reflexão sobre os impactos dessas transformações no Brasil, na Amazônia e em toda a América Latina”, destaca.

Ele explica que a proposta da Sala de Ciências é aproximar a população do conhecimento científico e tornar acessíveis temas que muitas vezes ficam restritos ao ambiente acadêmico. “Queremos mostrar que existem evidências científicas para aquilo que as pessoas já percebem no dia a dia, como o aumento das temperaturas, as alterações nos períodos de chuva e os reflexos na agricultura e no abastecimento. É uma discussão que parece distante, mas está presente na vida de todos nós”.
O coordenador ressalta ainda que o evento foi pensado para alcançar públicos diversos, desde estudantes do ensino médio até professores, universitários e moradores interessados na temática ambiental.
“O diferencial do Sesc é justamente democratizar o acesso ao conhecimento. Não é um evento voltado apenas para pesquisadores. Conversamos com os palestrantes para que utilizem uma linguagem acessível, permitindo que qualquer pessoa possa compreender e participar do debate”, acrescenta.
A Sala de Ciências do Sesc Marabá tem como eixo temático as energias renováveis e a sustentabilidade. De acordo com o técnico da unidade, Gildson Carmo, a programação reforça um trabalho desenvolvido ao longo de todo o ano em parceria com universidades, escolas e instituições de pesquisa.
“A proposta é divulgar ciência para o público em geral. Recebemos visitantes de todas as idades, desde crianças até professores universitários. Esse evento sobre mudanças climáticas é extremamente importante porque ajuda a conscientizar a população sobre questões que, muitas vezes, parecem simples, mas podem gerar grandes impactos no futuro”.
Além das palestras, os visitantes poderão conhecer a exposição sobre a Região de Carajás, que apresenta registros das transformações ocorridas no território ao longo das últimas décadas.
“Será uma oportunidade para entender melhor as mudanças que aconteceram aqui mesmo, em Marabá e nos municípios do entorno. A ideia é que esse conhecimento seja compartilhado e se multiplique na sociedade”, aponta o professor.
A exposição permanecerá aberta para visitação entre os dias 23 de junho e 10 de julho, na Sala de Ciências do Sesc Marabá. A programação é gratuita e aberta ao público. O espaço também desenvolve atividades permanentes, como oficinas, cursos, visitas guiadas e projetos voltados às áreas de biologia, química, física, astronomia e sustentabilidade.
