📅 Publicado em 31/05/2026 14h23
O jornalismo paraense perdeu neste domingo (31) uma de suas vozes mais respeitadas. Morreu, em Belém, o jornalista Carlos Mendes, profissional que ajudou a escrever capítulos importantes da imprensa amazônica e que deixou uma marca especial na história do Grupo Correio.
Em 1983, Carlos Mendes foi o primeiro editor do então Jornal Correio do Tocantins, publicação que daria origem ao atual Correio de Carajás. Ele participou dos primeiros passos do veículo de Marabá, contribuindo para consolidar, ao lado de Mascarenhas Carvalho, um projeto jornalístico que atravessaria décadas e se tornaria uma das principais referências em comunicação no sul e sudeste do Pará.
Mesmo morando em Belém, cidade onde construiu sua trajetória profissional e familiar, Carlos manteve laços com o Correio ao longo dos anos. Já na década de 2010, voltou a colaborar com o jornal, assinando uma coluna semanal na qual compartilhava análises, bastidores e reflexões sobre política, sociedade e os rumos da Amazônia.
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Com mais de quatro décadas de atuação na imprensa, Carlos Mendes se consolidou como um dos principais nomes do jornalismo investigativo paraense. Ao longo da carreira, trabalhou em alguns dos mais importantes veículos de comunicação do Estado, entre eles Rádio Clube do Pará, TV RBA, Jornal Folha do Norte, Jornal O Liberal e Jornal Diário do Pará.
Também atuou por mais de 20 anos como correspondente do jornal O Estado de S. Paulo, acompanhando acontecimentos marcantes da região amazônica para o público nacional.
Nos últimos anos, dedicava-se integralmente ao portal Ver-o-Fato, fundado por ele em julho de 2015, onde exercia as funções de editor-chefe e principal articulista.
No sábado (30), amigos e colegas de profissão haviam mobilizado uma campanha de doação de sangue em apoio ao jornalista. A causa da morte não foi divulgada pela família.
Reconhecimento
Em 2023, Carlos Mendes recebeu a Medalha Francisca Caldeira Castelo Branco, a mais alta honraria concedida pelo município de Belém, em reconhecimento aos relevantes serviços prestados à sociedade por meio do jornalismo.
O falecimento provocou manifestações de pesar de diversas entidades da comunicação. Em nota, o Sindicato dos Jornalistas no Estado do Pará (Sinjor-PA) prestou solidariedade aos familiares, amigos e admiradores do profissional.
A Academia Paraense de Jornalismo também lamentou a perda, destacando que sua trajetória foi marcada pela seriedade, ética, competência e por uma contribuição inestimável ao jornalismo paraense e brasileiro.
Para colegas, leitores e gerações de profissionais que acompanharam sua trajetória, Carlos Mendes deixa um legado de compromisso com a informação de qualidade, defesa do interesse público e dedicação permanente ao jornalismo amazônico.
Segundo a família, o velório será na capela Max Domini, na frente do cemitério Santa Isabel, a partir das 15h. O cortejo sairá da capela para o crematório do Max Domini em Marituba, nesta segunda-feira, dia 1º de junho, às 8 horas.
