Correio de Carajás

Caso de violência doméstica em Marabá evidencia medo e coação enfrentados por vítimas

Na zona rural de Marabá, mulher agredida pelo companheiro chega a pedir que ele não seja preso; caso foi registrado na DEAM.

Delegacia Parapaz Integrado DEAM/DEACA em Marabá, Pará, com viatura da Polícia Civil.
✏️ Atualizado em 29/05/2026 10h21

Uma ocorrência de violência doméstica nesta sexta-feira (29) mobilizou a Polícia Militar na tarde de segunda-feira (25) na Vila Capistrano de Abreu, zona rural de Marabá. Segundo o relatório policial, a mulher foi agredida pelo companheiro e sofria profunda coação psicológica e medo.

O acionamento da guarnição foi marcado por momentos de hesitação e desespero. O primeiro contato com as autoridades ocorreu  às 12h54. Pouco depois, às 13h08, a mulher ligou novamente recuando, alegando que a presença policial não seria mais necessária porque o companheiro já estaria recolhendo seus pertences para deixar o imóvel. No entanto, o ciclo de violência se confirmou às 14h37, quando a vítima restabeleceu novamente contato telefônico em estado de pânico, confirmando que havia sido agredida fisicamente.

Ao chegarem ao endereço indicado, os militares encontraram tanto a vítima quanto o suspeito no local. O homem estava retirando da casa objetos pessoais e instrumentos de atividades religiosas.

Leia mais:

Durante a abordagem, os policiais constataram que a mulher apresentava escoriações visíveis em uma das pernas. Questionada sobre os ferimentos, ela relatou ter sido empurrada com violência contra o muro lateral da garagem da residência. Evidenciando o forte abalo psicológico e o temor de sofrer exposição pública ou novas retaliações, ela inicialmente permitiu que a equipe tirasse fotografias apenas das lesões.

Chorando e visivelmente aterrorizada, a vítima confidenciou aos agentes que aquela não era a primeira vez que sofria agressões físicas do companheiro. Apesar disso, ela recusou acompanhar a guarnição até a Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (DEAM) de Marabá para os procedimentos formais. Fez, ainda, um apelo emocionado para que o marido não fosse preso, apenas saísse de casa. O caso foi formalmente registrado na DEAM.