Pesquisa do Fórum Brasileiro de Segurança Pública com o Datafolha aponta que 96,2% dos brasileiros com 16 anos ou mais têm medo de sofrer algum crime.
O levantamento indica que 40,1% dizem já ter sofrido algum crime. A pesquisa perguntou sobre 13 situações, como golpe pela internet, assalto na rua, andar na rua de noite, morte durante assalto, roubo à mão armada, invasão em residência, assassinato, celular roubado, violência doméstica, roubo de aliança e joia, violência política, agressão sexual e “bala perdida”.
O maior medo relatado é cair em golpe e perder dinheiro pela internet ou pelo celular. Esse temor aparece em 83% das respostas, à frente do medo de ser roubado à mão armada (82,3%), de ser morto durante um assalto (80,7%) e de ter o celular roubado ou furtado (78,8%).
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No ranking de vitimização, perdas financeiras e crimes violentos aparecem entre os relatos mais frequentes. Segundo o levantamento, 15,8% afirmam já ter perdido dinheiro pela internet ou pelo celular, 13,1% dizem ter familiar ou conhecido assassinado e 12,4% relatam que caíram em fraudes ou desvios de Pix.
Mulheres relatam mais medo do que homens em todas as situações avaliadas. Enquanto homens temem mais crimes patrimoniais, mulheres dizem temer mais a violência e riscos à vida. O levantamento também aponta que as classes D e E sentem mais medo do que as classes A e B.
O medo tem impacto na rotina, segundo os dados. A pesquisa aponta que 57% da população diz ter mudado trajetos, deixado de sair à noite ou passado a gerir o risco por temor de crimes.
Facções, milícias e subnotificação
O levantamento indica que 68,7 milhões de pessoas reconhecem a presença de facções ou milícia em suas localidades. Entre quem reconhece essa presença, 46,4% dizem que a atuação é visível ou muito visível e 61,4% acreditam que os grupos influenciam muito ou moderadamente no bairro.
A pesquisa também aponta subnotificação de crimes e falta de confiança nas instituições. A estimativa é de que apenas 6,6% das vítimas de roubo ou furto de celular registram boletim de ocorrência, e o número estimado de vítimas de estelionato é mais de 12 vezes maior do que os registros oficiais.
O estudo “Os gatilhos da insegurança” foi realizado com 2.004 entrevistas em 137 municípios. O Fórum Brasileiro de Segurança Pública e o Instituto Datafolha ouviram pessoas entre os dias 9 e 10 de março, com perguntas sobre os últimos 12 meses e margem de erro de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.
(Fonte: UOL)
