📅 Publicado em 11/05/2026 08h16
Por volta de 5 horas da manhã desta segunda-feira (11), um grupo de moradores de Morada Nova e outros bairros adjacentes fechou a rodovia BR-222, que liga a comunidade ao São Félix e Nova Marabá. Eles argumentam que o fluxo de veículos aumentou assustadoramente nos últimos anos e cobram duplicação do perímetro até a ponte sobre o Rio Tocantins, a 10 Km dali.
A barricada foi feita em frente ao Km 11, um bairro ao lado de Morada Nova, que fica localizado à margem da rodovia BR 222. Mas também há participantes dos bairros Jardim União, Murumuru, Matrinchã e Residencial Paris.
Dando apoio ao movimento, o vereador Aerton Grande, que reside em Morada Nova, diz que os manifestantes estão cobertos de razão e que acabou a paciência dos moradores, que já receberam muitas promessas, mas que nunca foram concretizadas.
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O parlamentar argumenta que o fechamento da rodovia não tem relação política, mas é a união dos moradores e um ato de desespero de quem presencia acidentes de trânsito frequentemente na referida rodovia. “O que nós queremos é que os governantes se coloquem no lugar da população. Cerca de sete pessoas morreram neste perímetro entre Morada Nova e Nova Marabá nas últimas semanas, o que indignou os moradores deste lugar. Sem falar que os motoristas não conseguem trafegar direito com tanto buraco. Esse trecho está sob a gestão do governo do Estado”, disse ele em um vídeo que foi divulgado em redes sociais.
A professora Rose Resende, que trabalha na Secretaria Municipal de Educação e reside em Morada Nova, disse que pega a estrada diariamente há 19 anos e nunca viu a rodovia tão ruim como agora. “Sentimos muito por fazermos tantas pessoas perderem compromissos agendados, inclusive caminhoneiros que têm carga para entregar, os policiais que têm outras diligências. Mas felizmente Morada Nova acordou. Temos de reivindicar nossos direitos”, disse ela.
Os manifestantes estariam recebendo apoio de fazendeiros da região, que teriam prometido matar gado para promover um churrasco ao longo do dia. “Nosso interesse é ficar aqui por tempo indeterminado. Enquanto não tivermos uma resposta do governo do Estado, não vamos sair”, disse o construtor Elias Silva, um dos líderes do movimento.
A reportagem do CORREIO está tentando contato com a Assessoria de Imprensa do governo do Estado para obter um posicionamento em relação a essa temática. Tão logo seja respondida, essa notícia será atualizada.
