📅 Publicado em 04/05/2026 16h46✏️ Atualizado em 04/05/2026 16h55
Um vídeo que circula nas redes sociais mostra indígenas da região ameaçando derrubar uma torre de transmissão de energia elétrica e incendiar o linhão caso o governo federal não apresente respostas concretas sobre a criação do Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) Carajás.
A gravação acendeu o alerta das autoridades: a estrutura é considerada estratégica para o abastecimento elétrico do sudeste do Pará, e eventuais danos podem deixar Marabá e municípios vizinhos sem energia elétrica.
O Correio de Carajás apurou que o homem no vídeo em questão é Jakure Pepkrakte, filho de Zeca Gavião.
Leia mais:
Os manifestantes são enfáticos: a BR-222, no trecho entre Marabá e Bom Jesus do Tocantins, será bloqueada a partir desta terça-feira (5), às 7 horas da manhã, por tempo indeterminado. E deixam o recado direto — se não houver resolução rápida, vão tocar fogo no linhão.
São várias as aldeias naquela região, e nem todas concordam com o tipo de abordagem que está sendo feita na manifestação e com as ameaças proferidas.

Sem resposta
Os povos Xikrin e Gavião completam 29 dias de mobilização sem que, na visão deles, o poder público apresente qualquer avanço sobre suas demandas. O movimento reúne 14 povos indígenas da região Carajás, que exigem a criação do DSEI Carajás com sede em Marabá, melhorias no atendimento de saúde dentro das aldeias e o fim das dificuldades enfrentadas por indígenas que buscam assistência junto a órgãos federais em Brasília.
A ausência de diálogo e a falta de posicionamento das autoridades têm levado o movimento a radicalizar as ações de protesto em diferentes territórios. Outros povos já se somaram à mobilização, ampliando a pressão sobre o governo.
A exigência central é uma reunião com o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, para tratar com seriedade a criação do DSEI Carajás. “Nossa cobrança é clara: queremos diálogo, respostas concretas e respeito aos nossos territórios e vidas”, afirmaram os manifestantes, que convocaram todas as etnias do estado do Pará a se unirem ao movimento. “Não aceitaremos o descaso. Unidos, somos mais fortes”, declararam.

