📅 Publicado em 25/04/2026 08h40✏️ Atualizado em 25/04/2026 09h25
A situação na zona rural de Parauapebas voltou a se acirrar com rapidez. Nesta sexta-feira (24), a tensão que havia arrefecido ganhou novo impulso após a reocupação da Fazenda Princesa pelas famílias da Frente Nacional de Luta (FNL), ocorrida na quinta-feira anterior (23).
Em menos de 24 horas, um contingente policial já se encontra estrategicamente posicionado na cidade, aguardando apenas as formalidades legais para proceder a uma nova retirada dos ocupantes.
O reforço policial chegou a Parauapebas oriundo de Marabá na tarde desta sexta-feira. Diversas unidades da Polícia Militar foram vistas estacionadas em frente à Seccional de Polícia Civil da cidade, em posição de prontidão.
Leia mais:Os agentes aguardavam tão somente a autorização judicial e o cumprimento dos procedimentos legais necessários para se deslocarem até a propriedade dos herdeiros do ex-prefeito Faisal Salmen.
O retorno dos ocupantes
O movimento de reocupação da Fazenda Princesa ocorreu na quinta-feira (23), quando aproximadamente 250 famílias retornaram à sede da propriedade. A ação foi justificada pelo argumento de que a terra permanecia abandonada e desprovida de caseiros — uma alegação que coloca em questão os fundamentos da reintegração de posse anterior, executada há apenas 34 dias.
De acordo com a Frente Nacional de Luta, a reocupação representa uma estratégia para reivindicar o uso da terra para fins de produção agrícola e subsistência das famílias envolvidas. Paulo, um dos líderes do movimento, declarou à reportagem que a ação visa assegurar o direito fundamental ao trabalho na terra e à garantia de sustento próprio para os ocupantes.
A trajetória de conflitos
A Fazenda Princesa tem sido cenário de uma disputa prolongada e intensa. No dia 20 de março, uma operação de grande envergadura, mobilizando 148 policiais militares, cumpriu a reintegração de posse determinada pela Vara Agrária de Marabá. Naquela ocasião, a decisão judicial considerou a propriedade como produtiva. Agora, com o retorno das famílias em um intervalo de tempo relativamente curto, a resposta das forças de segurança se acelerou significativamente.

