Correio de Carajás

Comandante do BME detalha negociação e resgate de mulher mantida refém no Tiradentes

Ela foi mantida sob ameaça por cerca de 8 horas pelo companheiro, que estaria em surto psicótico

Homem de meia-idade com camiseta preta de oficial da PM em escritório.
“Então foi graças a Deus uma ocorrência que teve o resultado aceitável”/Foto: Josseli Carvalho
Por: Josseli Carvalho, Luciana Araújo e Kauã Fhillipe
✏️ Atualizado em 15/04/2026 16h41

Uma ocorrência de alta complexidade mobilizou forças da Polícia Militar entre a noite de domingo (12) e a madrugada de segunda-feira (13), no Residencial Tiradentes, Núcleo São Félix, em Marabá. Uma mulher foi mantida refém dentro da própria casa pelo companheiro, que, segundo a PM, estava em surto psicótico e a ameaçava com uma faca e um facão.

Em entrevista ao CORREIO, o comandante do Batalhão de Missões Especiais (BME), coronel Aquino, explicou que a equipe foi acionada após policiais do 4º Batalhão identificarem a gravidade da situação. “Era uma ocorrência de alta complexidade, com risco real à vida da vítima. Por isso, foi necessário o apoio especializado”, afirma.

De acordo com ele, a primeira estratégia adotada foi a negociação. Durante horas, equipes permaneceram no local tentando convencer o homem a se render de forma pacífica. No entanto, diante do agravamento do risco, os policiais decidiram pela intervenção. “As guarnições aguardaram o momento certo para agir, sempre priorizando a preservação das vidas, tanto da vítima quanto do próprio agressor”.

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A ação foi realizada com o uso progressivo da força, onde os militares utilizaram armas de menor potencial ofensivo – no caso, pistolas de choque (taser) – para imobilizar o suspeito. “Em situações que envolvem transtornos mentais, o Estado dispõe desses equipamentos justamente para evitar um desfecho mais grave”, explica o comandante.

Policiais em uniforme escuro em frente a um portão de metal enferrujado, um deles batendo.
Agentes de segurança em diligência durante a noite.

A mulher foi resgatada com vida, apresentando apenas lesões leves, mas bastante abalada emocionalmente. Ela e o agressor receberam socorro do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Após ser contido, o homem foi encaminhado para atendimento médico e, em seguida, apresentado à Polícia Civil.

O coronel Aquino ressaltou que a atuação conjunta entre o BME e o 4º Batalhão foi decisiva para o desfecho da ocorrência. “Foi uma operação delicada, que exigiu calma, técnica e preparo. Felizmente, conseguimos um resultado positivo, preservando vidas”, completa.