Correio de Carajás

Wagner Moura entra na lista da ‘Time’ das 100 pessoas mais influentes

Revista disse que baiano tem 'charme discreto' e que ele é um 'antídoto analógico'. Moura concorreu ao Oscar de Melhor Ator por sua atuação no longa 'O Agente Secreto', de Kléber Mendonça Filho.

Retrato do ator Wagner Moura em terno preto, com cabelo grisalho e barba.
✏️ Atualizado em 15/04/2026 15h34

Wagner Moura, que concorreu ao Oscar de Melhor Ator por sua atuação em “O Agente Secreto”, foi escolhido pela revista “Time” como uma das 100 pessoas mais influentes do mundo.

O reconhecimento vem na esteira do sucesso do filme, ambientado no Brasil durante o período da ditadura militar. De acordo com a revista, “a obra tem repercutido com o público no mundo todo — especialmente nos Estados Unidos”.

Wagner Moura é um dos eleitos pela revista Time como uma das pessoas mais influentes do mundo. — Foto: Reprodução/Time Magazine
Wagner Moura é um dos eleitos pela revista Time como uma das pessoas mais influentes do mundo. — Foto: Reprodução/Time Magazine

Outros nomes também aparecem na lista, como as atrizes Zoe Saldaña e Dakota Johnson, o cantor Luke Combs e Ralph Lauren, dono da marca de moda. Líderes políticos como o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu e o presidente americano Donald Trump também aparecem entre os 100 mais influentes.

“Há algo nele que remete à velha Hollywood, o que o faz parecer uma raridade entre a maioria dos atores contemporâneos. Seu charme discreto e seu senso de humor travesso equilibram qualquer tendência à seriedade excessiva — e é fácil imaginá-lo com um robe elegante dos anos 1930, fumando sem fumar”, diz a legenda da postagem da revista no Instagram.

 

A Time também chamou o artista de “antídoto analógico” para o nosso tempo cada vez mais digital.

“Em um mundo cada vez mais digital, ele é o antídoto analógico que a gente nem sabia que precisava”, complementa a publicação.

Pela atuação no longa, Moura se tornou o primeiro brasileiro indicado ao Oscar de Melhor Ator, consolidando sua projeção no cenário global.

A publicação destaca ainda o estilo do ator, descrito como uma espécie de “anomalia” em meio às estrelas contemporâneas. Com um perfil discreto, ele evita redes sociais, ouve música em vinil e dirige um Fusca de 1959 — características que contrastam com a crescente digitalização do cotidiano.

Segundo a Time, a formação acadêmica em jornalismo e o contato com autores durante a faculdade foram fundamentais para moldar sua visão sobre a relação entre arte e política, tema presente em seus trabalhos mais recentes.

A revista também publicou uma entrevista com o ator em suas plataformas digitais.

(Fonte:G1)