📅 Publicado em 30/03/2026 12h59✏️ Atualizado em 30/03/2026 13h28
Antônio Paulinho de Sousa e a neta Sthefanny Feitosa Gomes de Sousa morreram eletrocutados na tarde de domingo (29), na zona rural de Marabá. De acordo com informações da Polícia Civil, que foi acionada via Núcleo Integrado de Operações, as vítimas seguiam em um caminhão baú pela estrada vicinal da Vila Espírito Santo, no Núcleo São Félix, quando o veículo atingiu uma fiação elétrica que estava sobre a via.
Segundo as apurações preliminares realizadas no local, o homem e a adolescente teriam descido do veículo após o impacto com o fio e acabaram recebendo uma descarga de alta tensão. Antônio e Sthefanny não resistiram aos ferimentos e faleceram antes da chegada do socorro médico.
Sthefanny era aluna do 9º Ano da Escola Municipal de Ensino Fundamental Profº Jonathas Pontes Athias, na Folha 22, Nova Marabá. Em luto, a instituição suspendeu as aulas nesta segunda (30).
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LIGAÇÃO CLANDESTINA
A tragédia, que chocou a comunidade local, foi causada por uma ligação de energia clandestina, segundo o relato de Wanderleia Gomes de Souza, filha de Antônio e mãe de Sthefanny. Em entrevista ao Correio de Carajás durante o velório, ela contou que a família estava retornando para casa para almoçar quando o acidente aconteceu.

“Puxaram um fio de alta tensão, clandestino, de longa distância, e deixaram o fio baixo. Foi quando o fio bateu no baú do caminhão”, relatou Wanderleia, visivelmente abalada.
Segundo ela, o pai não percebeu que se tratava de um cabo de energia. “Ele viu o pneu estourando e foi abrir a porta. Acho que ele recebeu a descarga aí, e a minha filha foi tentar ajudar ele”, completou, descrevendo o ato heroico e fatal da jovem, que, na inocência, tentou salvar o avô.
A dor da perda dupla veio acompanhada de um forte sentimento de injustiça. Wanderleia responsabiliza diretamente os responsáveis pela instalação irregular. “A culpa foi deles, que puxaram a energia clandestina, porque a Equatorial não entra lá dentro. Tudo é clandestino ali. Perdi os dois por causa dessa imprudência. Eu quero justiça porque aquilo ali é errado”, desabafou.
Foram solicitadas pela Polícia Civil as perícias cabíveis e os fatos seguem em apuração para entender se a fiação estava abaixo da altura regulamentar e as circunstâncias exatas que levaram à fatalidade.
O QUE DIZ A EQUATORIAL
Em nota, a Equatorial Pará confirmou que, de acordo com as informações preliminares apuradas, a ocorrência envolveu uma rede clandestina, que não pertence à distribuidora de energia, implantada de forma irregular e fora dos padrões técnicos e de segurança exigidos.
“A Distribuidora reforça que ligações clandestinas representam grave risco à segurança da população, por não atenderem às normas técnicas e de proteção, podendo ocasionar acidentes fatais”.
A concessionária lamentou o acidente e manifestou solidariedade aos familiares e amigos das vítimas.
