📅 Publicado em 04/03/2026 15h44
Às vésperas do Dia Internacional da Mulher, o Fórum Juiz José Elias Monteiro Lopes, em Marabá, inicia o mês com o julgamento de um caso de feminicídio. Na quinta-feira (5), Frentzen Pereira da Silva sentará no banco dos réus do Tribunal do Júri, acusado de assassinar Amanda Mikaelly Souza da Silva.
A jovem de 20 anos estava grávida de sete meses e foi encontrada morta em uma quitinete na Travessa Manaus, no Bairro Bom Planalto, Núcleo Cidade Nova. O caso chocou a população de Marabá e ganhou repercussão em todo o estado.
Relembre o caso
Leia mais:O crime ocorreu entre os dias 10 e 11 de agosto de 2024, no Bairro Bom Planalto, mas o corpo da vítima só foi encontrado no dia 12, uma segunda-feira. Vizinhos acionaram a Polícia Militar ao perceberem um forte odor vindo da quitinete.
Durante o inquérito, o caso passou a ser tratado como feminicídio qualificado e também como aborto provocado por terceiro sem o consentimento da gestante, já que Amanda se encontrava em avançado estado de gestação.
A investigação da Polícia Civil do Pará apontou como suspeito Frentzen Pereira da Silva, companheiro da vítima e pai da criança. Conforme a denúncia apresentada pelo Ministério Público, o crime teria ocorrido no contexto de violência doméstica e familiar, com uso de arma branca.
Após o assassinato, Frentzen fugiu para Araguaína (TO), onde foi localizado e preso dias depois, em uma operação conjunta das Polícias Civis do Pará e do Tocantins. A denúncia foi recebida pela Justiça em setembro de 2024.
Ao longo de 2025, o réu participou de audiências de instrução e, em maio do mesmo ano, foi pronunciado para ser julgado pelo Tribunal do Júri. A prisão preventiva foi mantida por decisão judicial para garantia da ordem pública e para assegurar a aplicação da lei penal.
