Correio de Carajás

Carnatea leva cores, música e inclusão à Policlínica Miguel Chamon em Marabá

A iniciativa reuniu crianças atendidas no Natea, familiares e equipe multiprofissional em um dia de alegria e acolhimento

Grupo de crianças fantasiadas e uma mulher adulta sorrindo em uma festa.
Foto: Divulgação
✏️ Atualizado em 18/02/2026 17h08

O clima de Carnaval tomou conta do Núcleo de Atendimento ao Transtorno do Espectro Autista (Natea) da Policlínica Carajás Miguel Chamon, em Marabá, no sudeste paraense, na segunda-feira (16). A unidade promoveu o “Carnatea”, ação para as crianças atendidas no núcleo, transformando o espaço em um verdadeiro baile de cores, música e inclusão, com foco na valorização da diversidade e fortalecimento dos vínculos familiares.

Entre serpentinas, fantasias e muita animação, os pequenos participaram de atividades lúdicas adaptadas, respeitando as particularidades de cada um. A iniciativa contou com a presença ativa de pais e familiares, que entraram na brincadeira e ajudaram a tornar o momento ainda mais especial. O evento foi uma celebração das conquistas diárias das crianças, evidenciando a importância do cuidado humanizado no processo terapêutico.

Ana Lúcia Silva, moradora de Curionópolis, na região de Carajás, fez questão de participar da festa ao lado do filho, Victor Hugo, atendido no Natea. “É emocionante ver nosso filho participando, sorrindo, interagindo. Às vezes são pequenas atitudes, mas pra nós são grandes vitórias. Esse evento mostrou que eles podem, sim, viver momentos alegres como qualquer outra criança”, destacou.

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Inclusão que acolhe e desenvolve

A coordenadora do Natea, Andreia Mesquita, reforçou que a proposta do evento vai além da comemoração. “O Carnatea é pensado como uma estratégia terapêutica e social. Trabalhamos estímulos sensoriais, interação e fortalecimento de vínculos familiares em um ambiente leve e acolhedor. É uma forma de mostrar que inclusão também se faz com alegria”, explicou, ao enfatizar o papel pedagógico e terapêutico da ação.

Segundo Andreia, a ambientação foi planejada com cuidado para garantir conforto e segurança às crianças, respeitando limites sensoriais e promovendo experiências positivas. “Cada detalhe foi pensado pela equipe multiprofissional. A música, por exemplo, teve volume controlado, e as atividades foram organizadas de forma gradual, para que todos pudessem participar no seu tempo. O objetivo é estimular habilidades sem provocar sobrecarga”, ressaltou.

Ela também destacou que momentos como esse fortalecem o processo terapêutico desenvolvido ao longo do ano. “Quando a criança vivencia uma experiência coletiva bem-sucedida, isso repercute no desenvolvimento social e emocional. O Carnatea reforça vínculos, amplia repertórios e cria memórias afetivas importantes para as famílias. É cuidado, mas também é construção de autonomia e confiança”, completou.

Estrutura – A Policlínica sob gestão do Instituto de Saúde Social e Ambiental da Amazônia (ISSAA), em parceria com a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), oferece atendimento multiprofissional, garantindo cuidado às crianças e suporte contínuo às famílias.
A equipe é formada por neuropediatras, pediatras, psiquiatras, assistentes sociais, profissionais de educação física e enfermagem, psicólogos, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais e pedagogos, que atuam integrados, respeitando as necessidades de cada criança e fortalecendo o cuidado desde os primeiros passos.

Foto: Divulgação

Regulação estadual para atendimentos

Os atendimentos da Policlínica são regulados pela Central Estadual de Regulação, sob responsabilidade da Sespa. Para ter acesso aos serviços, o cidadão deve procurar uma Unidade Básica de Saúde em seu município. Após avaliação, o profissional de saúde fornecerá o encaminhamento necessário. Em seguida, o paciente deve apresentar o documento de encaminhamento e seus dados pessoais à Secretaria Municipal de Saúde, que fará o cadastro e o agendamento no Sistema Estadual de Regulação.

(Agência Pará)