📅 Publicado em 18/02/2026 14h37✏️ Atualizado em 18/02/2026 14h54
Marabá vai sediar em 6 de março, uma sexta-feira, um encontro presencial de capacitação focado em protocolos de atendimento para casos de violência doméstica. O evento, voltado à qualificação de servidores e magistrados, ocorrerá no salão do júri do Fórum municipal, localizado no núcleo Cidade Nova. A programação integra um treinamento em formato híbrido, realizado ao longo dos meses de fevereiro e março no Pará.
A ação contará com a participação da professora Alice Bianchini, doutora em Direito Penal e especialista em violência de gênero. Além dela, estará presente uma juíza auxiliar do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), integrante da pasta de violência doméstica. A iniciativa é conduzida pelo novo Núcleo de Aperfeiçoamento e Formação (NAF), estrutura instalada no município em setembro de 2025 com o objetivo de ampliar o acesso ao ensino judicial, tradicionalmente concentrado na capital, Belém.
“Todos os tribunais têm as suas respectivas escolas judiciais e o estado do Pará tem um projeto de descentralização para que o interior seja atendido com cursos presenciais para aperfeiçoamento e formação tanto dos seus servidores quanto dos magistrados”, explica Alessandra Rocha, juíza da 1ª Vara Criminal da Comarca de Marabá, em entrevista ao CORREIO.
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O treinamento foi viabilizado por meio de uma parceria com a equipe da Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados, sediada em Brasília. A magistrada ressalta que a organização do cronograma precisou ser adaptada para garantir a participação de todo o corpo docente previsto.
“Esse curso vai ser presencial e também terá aulas virtuais, porque os professores são de vários locais do país, então, será hibrido para facilitar o acesso deles à programação”, detalha.
A agenda presencial da sexta-feira, dia 6, concentrará os debates práticos e a troca de experiências. A presença de Alice Bianchini é destacada como fundamental para a formação técnica das equipes que atuam na linha de frente do Judiciário.
“Ela não é magistrada, é doutrinadora e professora de universidade. Hoje é um dos maiores nomes a respeito dessa situação de violência doméstica, tem inúmeros livros publicados e sempre está presente em grande parte dos eventos nessa temática”, conclui a juíza.
