Correio de Carajás

Ação integrada incinera mais de uma tonelada de drogas apreendidas em Marabá

Fotos: Evangelista Rocha
Por: Kauã Fhillipe e Evangelista Rocha

Uma força-tarefa envolvendo diferentes órgãos de segurança pública resultou, na tarde desta quinta-feira (12), na incineração de mais de uma tonelada de entorpecentes apreendidos recentemente em Marabá. A queima do material simboliza o desfecho de uma série de operações bem-sucedidas que, em poucos dias, desarticularam rotas do tráfico e causaram prejuízo milionário às organizações criminosas que atuam na região.

A incineração ocorreu sob fiscalização do Ministério Público e com acompanhamento da Polícia Científica, reunindo equipes da Polícia Civil, Polícia Rodoviária Federal (PRF), Batalhão de Missões Especiais (BME), Polícia Militar e outros órgãos integrantes da 10ª Região Integrada de Segurança Pública.

Segundo o superintendente regional da Polícia Civil, Antônio Mororo, o volume destruído é resultado direto da integração entre as forças. “É uma quantidade bastante significativa. Um trabalho brilhante desempenhado pela PRF em conjunto com o BME da Polícia Militar. Essa ação demonstra o nível de alinhamento entre os órgãos de segurança aqui da região”, destaca.

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Sequência de grandes apreensões

A incineração reúne drogas apreendidas em ao menos quatro grandes operações realizadas em menos de dez dias em Marabá, evidenciando a intensificação do combate ao tráfico.

Na última quarta-feira (3), a Polícia Militar desmantelou um laboratório clandestino no Vale do Itacaiúnas, onde foram apreendidos 30 quilos de cocaína e 3,5 quilos de crack, avaliados em cerca de R$ 600 mil. O imóvel funcionava como refinaria de drogas e quatro homens foram presos. No local, os policiais encontraram ainda insumos químicos, prensa, balanças, materiais de embalagem e cadernos com anotações sobre o fluxo do tráfico em Marabá e cidades do Maranhão.

Poucos dias depois, no sábado (7), outra grande apreensão foi registrada nas proximidades da ponte Ana Miranda, no Núcleo Cidade Nova. A PM interceptou um veículo Fiat Mobi e encontrou 46,4 quilos de maconha, distribuídos em 47 tabletes. Dois ocupantes do carro foram presos após tentarem fugir durante a abordagem.

Já na terça-feira (10), uma operação conjunta da PRF e do BME interceptou uma carreta na BR-230, que transportava mais de uma tonelada de skunk, conhecida como “supermaconha”. A droga estava escondida em um compartimento oculto no piso do baú e teria saído de Manaus (AM) com destino à Bahia. A carga é avaliada em cerca de R$ 10 milhões.

Um dos destaques da operação foi a atuação do canil do Batalhão de Missões Especiais, inaugurado recentemente em Marabá. De acordo com o comandante do BME, tenente-coronel Aquino, essa foi a primeira grande atuação da unidade. “O canil foi inaugurado na sexta-feira (6) e, em menos de uma semana, já apresentou resultado expressivo. Os cães K9 Thor e K9 Bolt foram fundamentais para confirmar a presença da droga no caminhão”, explica.

Fiscalização, perícia e destruição

O promotor de Justiça Samuel Furtado, que acompanhou a incineração, destacou a rápida atuação dos órgãos após a apreensão. “Diante da grande quantidade de entorpecente, é fundamental a incineração imediata, evitando riscos e garantindo a correta destinação do material ilícito”, afirma.

A Polícia Científica do Pará ficou responsável pela análise e quantificação das drogas. Segundo o gerente regional, Airton Alexander, o laudo definitivo foi concluído em menos de 12 horas, o que possibilitou a rápida autorização judicial para a destruição do material. “Esse é um exemplo claro de como o trabalho integrado produz resultados efetivos para a sociedade”.

O agente da PRF J. Figueiredo afirmou que as fiscalizações seguem intensificadas, especialmente durante o período de Carnaval. “Além do tráfico de drogas, atuamos no combate à embriaguez ao volante, transporte de armas e outros crimes”.

As autoridades reforçam que denúncias anônimas podem ser feitas pelos canais oficiais das forças de segurança e destacam que as investigações continuam para identificar outros envolvidos nas ações criminosas.