Correio de Carajás

Repórter Correio

Alerta amarelo

O Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) emitiu um alerta amarelo de perigo potencial para Marabá e dezenas de outras cidades da região Sudeste do Pará, válido desta quarta-feira (4) até o próximo sábado (7). A previsão aponta para chuvas intensas, com volumes que podem chegar a 30 mm por hora, e ventos de até 60 km/h. Entre os riscos associados ao mau tempo estão o corte de energia elétrica, queda de galhos de árvores, alagamentos e descargas elétricas, exigindo atenção redobrada da população.

Alerta amarelo II

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O aviso abrange uma vasta área, incluindo municípios importantes como Parauapebas, Canaã dos Carajás, Tucuruí e Redenção. As autoridades recomendam que, em caso de rajadas de vento, os moradores não se abriguem debaixo de árvores, pois há risco de queda e descargas elétricas, e evitem estacionar veículos próximos a torres de transmissão e placas de propaganda. Em situações de emergência, a população deve acionar a Defesa Civil pelo telefone 199 ou o Corpo de Bombeiros pelo número 193.

Ano legislativo

Durante a abertura dos trabalhos legislativos de 2026, a Assembleia Legislativa do Estado do Pará (Alepa) realizou coletiva de imprensa após a leitura da mensagem do Governo do Estado. O presidente da Casa, deputado Chicão (União Brasil), classificou o momento como histórico para o Pará e reforçou o compromisso do Poder Legislativo com produtividade, responsabilidade institucional e aproximação com a população.

Ano legislativo II

Na coletiva, Chicão destacou o respeito institucional mantido ao longo dos últimos anos entre os poderes Executivo e Legislativo. “Durante todo o período em que o governador esteve à frente do governo, sempre houve pelo Poder Legislativo um respeito ímpar, com a presença pessoal do chefe do Executivo para trazer a mensagem do governo, como uma verdadeira prestação de contas do que vem sendo realizado”, afirmou, referindo-se ao governador Helder Barbalho.

Ano eleitoral

Questionado sobre o funcionamento da Alepa em um ano eleitoral, Chicão foi enfático ao afirmar que a produtividade não será comprometida. “Em 2022 tivemos eleições e uma Assembleia altamente produtiva. Em 2026, tenho absoluta certeza de que teremos novamente uma Assembleia muito produtiva”, ressaltou. O presidente destacou ainda a assiduidade dos parlamentares e o desempenho da Casa sob sua gestão. “Durante nossa gestão, apenas uma sessão não teve quórum. Todas as demais contaram com presença dos deputados e votamos tudo o que estava pautado”, afirmou.

Critério

Segundo Chicão, matérias mais sensíveis ou polêmicas que foram retiradas de pauta passaram por análise criteriosa, reforçando o compromisso da Alepa com decisões responsáveis. Ele também agradeceu o empenho dos parlamentares. “Só tenho a agradecer aos deputados pela dedicação, presteza e compromisso com a população do estado do Pará”, disse.

Segurança no porto

A Comissão de Segurança Pública nos Portos, Terminais e Vias Navegáveis (Cesporto) no Pará determinou, na terça-feira (3) a elevação do nível de segurança do Porto de Santarém, oeste do estado, e de suas instalações portuárias para o nível II. A decisão, oficializada por meio de portaria, entrou em vigor às 12h e foi motivada por bloqueios de ruas e ameaças à integridade de trabalhadores e operadores portuários na região. O documento, assinado pelo coordenador suplente da comissão, Antonio Valmir Canto Salgado Sobrinho, aponta que a medida é uma resposta direta às ações de “movimentos sócio-ambientais-indigenistas” que resultaram no bloqueio da rodovia BR-163 (Santarém/Cuiabá) e de ruas secundárias de acesso ao porto.

Manifestações

De acordo com a portaria, as manifestações impediram o trânsito de caminhões, cargas e pessoas, afetando o funcionamento de autarquias públicas que atuam no local, como a Receita Federal (RFB), a Companhia Docas do Pará (CDP), a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ) e a Polícia Federal (PF). A portaria descreve um cenário de agravamento da tensão local, citando o “recrudescimento do animus dos manifestantes”, que estariam utilizando barricadas feitas com pneus e troncos de árvores.

Intimidação

O documento relata ainda situações de intimidação contra cidadãos. Segundo o texto, o controle de tráfego imposto pelos grupos envolve ameaças “por vezes com flexas, tacapes e bordunas, cerceando-as o direito natural de ir e vir”. Além dos bloqueios físicos, registrou-se também ameaças de interrupção das atividades de empresas privadas essenciais. O documento menciona riscos ao funcionamento de operadores como a “RAÍZEN S/A – Distribuidora de Combustíveis” e a “FOGÁS LTDA”.