O Pará alcançou o 1º lugar no Ranking Nacional do Índice de Motorista Não Alcoolizado (IMNA). O levantamento do Fórum das Operações Lei Seca do Brasil, vinculado à Associação Nacional dos Detrans (AND), e divulgado, na segunda-feira (2), mostra que 98,8% dos testes com etilômetro aplicados pelo Detran-PA deram resultado negativo para alcoolemia.
O IMNA mede o percentual de motoristas testados que não estavam alcoolizados, adotando como critério de desempate o maior número de testes proporcionais à frota.
Conforme os dados do Fórum divulgados em janeiro deste ano, o Detran paraense aplicou 2.579 testes nas rodovias estaduais com 42 autuações, 8 delas por crime de alcoolemia, quando o etilômetro acusa concentração igual ou superior a 0,34 mg/L de álcool no sangue.
Leia mais:“É a menor proporção de condutores embriagados já registrada nas nossas operações desde 2019”, afirma o diretor técnico-operacional do Detran, Bento Gouveia.
De acordo com o levantamento, o Detran do Ceará também registrou um índice de respeito igual a 98,8%, no entanto, a quantidade de testes aplicados foi de apenas 417 para uma frota de 4 milhões de veículos, 1 milhão a mais do que a do Pará. O terceiro no ranking é o Detran de São Paulo, que alcançou um índice de respeito de 98,4% nos 10.676 testes. O estado, no entanto, possui a maior frota do País com cerca de 35 milhões de veículos registrados.
“O IMNA é um dos indicadores mais relevantes para avaliar o efeito preventivo e educativo das ações de trânsito no Brasil. Ter o Pará na liderança nacional é um resultado extremamente positivo e um indicador de que estamos no caminho certo ao reforçar as ações educativas nas rodovias estaduais mais críticas e em intensificar a Lei Seca como um instrumento de conscientização do condutor”, destaca Gouveia.
Desde 2019, o Detran elegeu o combate à alcoolemia no trânsito como uma das principais prioridades operacionais do órgão. Segundo o diretor, as ações educativas permanentes, a capacitação de agentes, maior presença da fiscalização nas rodovias, aquisição de equipamentos do etilômetro e investimento em tecnologia são as principais causas para o alcance desse resultado.
(Agência Pará)
