📅 Publicado em 04/02/2026 08h06
Quinze tabletes de cocaína, somando 30 quilos, foram apreendidos pela Polícia Militar na noite desta terça-feira (3) em um endereço no Vale do Itacaiaunas, em Marabá. Além do pó, foram localizados mais 3,5 quilos de crack.
A expressiva quantidade de entorpecente foi descoberta pelo 34º Batalhão da Polícia Militar em um quarto que funcionava como um laboratório para refinar drogas.
De acordo com a PM, a apreensão representa um prejuízo estimado em R$ 600 mil ao tráfico de drogas, considerando o volume, o potencial de distribuição e o valor médio de comercialização ilícita dos produtos apreendidos.
Leia mais:Quatro homens foram presos: Pedro Henrique Pires da Silva Ferreira, Pablo da Silva Anonacio, Felipe Julião de Almeida e Fernando Sodré Pereira. Até o momento, o Correio de Carajás não teve acesso a eles para ouvir a verão do grupo para os fatos.

DENÚNCIA EM BOATE
Conforme a PM, por volta das 21 horas, duas guarnições patrulhavam a Avenida 31 de Março, no Bairro Liberdade, após a Agência de Inteligência de Área (AIA) receber denúncia de que um veículo VW Polo, de cor branca, estava sendo utilizado para a distribuição de drogas na área. Foi identificado, ainda, que uma mulher que trabalha em uma boate da região recebia entorpecentes entregues por esse carro para vender no local.
Às proximidades do local da denúncia, os policiais viram quatro homens perto de um veículo com as características citadas na investigação. Ao perceberem a presença policial, eles entraram rapidamente no carro, o que levantou suspeitas e motivou a abordagem.
Nada ilícito foi encontrado com os quatro durante revista pessoal, mas no banco de Pedro Henrique, que conduzia o automóvel, foi flagrada uma embalagem com 150 gramas de cocaína.
Questionado sobre a origem e o destino do pó, Pedro Henrique informou que entregaria a droga a um homem conhecido como “Chinês” na Vila São José, também conhecida como Km 8. Os policiais seguiram para o endereço citado, mas não localizaram ninguém.
LABORATÓRIO DO PÓ
Durante a abordagem, Pedro Henrique acabou confessando aos militares que no endereço onde vive, na esquina entre a Rua 6 e a Avenida Amazonas, no Vale do Itacaiunas, havia mais drogas e um laboratório destinado ao refinamento e à distribuição de cocaína e crack.
As guarnições seguiram para o local e confirmaram a informação. Em um quarto foram encontrados 33,5 quilos de drogas.
Também foram apreendidos insumos para mistura dos entorpecentes, como creatina, bicarbonato de sódio e tetracaína, um anestésico local de longa ação.
Uma prensa para compactar a droga depois de misturada com outros agentes químicos foi recolhida. Havia no local, ainda, materiais para embalagem, selos e adesivos com logomarcas, dois cadernos com anotações do fluxo de caixa e sobre entregas em Marabá e em cidades do Maranhão.
Por fim, foram apreendidas duas máscaras de proteção contra agentes químicos, rolos de fita, papel filme, uma balança grande do modelo utilizado em açougues, três balanças de precisão e três aparelhos celulares.
Vídeos gravados pelos policiais militares que participaram da ação mostram o momento em que o local foi descoberto.
VEIO DE BRASÍLIA
À PM, Pedro Henrique relatou que a droga apreendida foi recebida em um posto de combustíveis em Marabá, na saída para Parauapebas, e que chegou à cidade transportada em um caminhão oriundo de Brasília.
Ele também revelou que outro preso, Fernando Sodré, mora na casa e participa ativamente do refinamento e da distribuição dos entorpecentes.
Ao ser informado que seria conduzido à Delegacia de Polícia Civil, Pedro Henrique resistiu à prisão, mas foi algemado e encaminhado junto dos demais. A Polícia Civil não divulgou até o momento qual o procedimento adotado em relação a cada preso.
Conforme o capitão Rodrigues, subcomandante do 34º BPM, a ação é resultado do trabalho da Agência de Inteligência do batalhão, que vem fazendo um trabalho de excelência no Núcleo Cidade Nova.
Ele acrescentou que as prisões e a apreensão do material, que inclui informações de como o grupo atuava, dará suporte para as investigações da Polícia Civil, com intuito de rastrear a origem e o destino da droga.
“Esse tipo de ação policial só é possível com a colaboração e cooperação da comunidade. A Polícia Militar intensifica esse estreitamento, essa relação de confiança com a comunidade e a informação chega, então o 34º BPM apura e o resultado é mais uma apreensão e mais quatro indivíduos tirados de circulação”, finalizou.
