O mercado de trabalho formal no Pará encerrou 2025 com um saldo positivo de mais de 51 mil novas vagas com carteira assinada, consolidando o estado como o 12º maior gerador de empregos do país. Os dados, compilados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) e analisados pelo Dieese/PA, mostram que o Pará superou a marca de 500 mil admissões ao longo do ano, refletindo um cenário de aquecimento econômico impulsionado principalmente pelos setores de Comércio e Serviços.
No sudeste paraense, os municípios de Marabá e Parauapebas se destacaram como protagonistas na geração de empregos. No acumulado de janeiro a julho de 2025, Parauapebas foi o segundo município que mais gerou postos de trabalho no estado, com um saldo positivo de 3.464 vagas, ficando atrás apenas da capital, Belém (+7.629). No mesmo período, Marabá ocupou a terceira posição no ranking estadual, com um saldo de 2.602 novas vagas.
O desempenho de Parauapebas foi impulsionado pela construção civil, que liderou a criação de vagas com um saldo de 1.454 postos, seguida por serviços (+648), comércio (+600), indústria (+573) e agropecuária (+189). A diversidade econômica do município, que possui um dos maiores PIBs per capita do país (R$ 227,5 mil), tem sido um fator crucial para a atração de investimentos e a manutenção de um mercado de trabalho dinâmico, com mais de 70 mil vínculos formais ativos.
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Cenário Nacional
Em âmbito nacional, o Brasil criou 1,279 milhão de postos de trabalho em 2025, uma queda de 23,73% em relação a 2024, quando o saldo foi de 1,677 milhão. Segundo o Ministério do Trabalho e Emprego, a desaceleração foi influenciada por fatores como os juros altos. O setor de Serviços foi o grande motor da economia nacional, responsável por 758.355 novas vagas, seguido pelo Comércio, com 247.097 postos.
