A britânica Natasha Carayol tinha 39 anos quando sofreu um acidente vascular cerebral (AVC) depois de uma semana de dores de cabeça que não passavam. Na época, ela tinha uma rotina bem cheia no trabalho e cuidava dos filhos. Cansada, ela não associou a dor de cabeça e a fadiga a um problema de saúde grave.
Dor de cabeça ignorada foi o primeiro sinal
Durante uma semana, Natasha conviveu com dores de cabeça bem fortes. Mesmo assim, ela continuou trabalhando normalmente. Moradora do norte de Londres, ela atuava como consultora financeira em uma corretora de seguros e acreditava que o corpo só estava cansado e precisando de descanso.
Leia mais:Durante uma reunião online, Natasha tomou um gole de café e, de repente, sentiu uma dor muito forte. Segundo ela, a sensação foi como se “uma bomba nuclear tivesse explodido” dentro da própria cabeça.
Ela desmaiou na mesa e os colegas de trabalho chamaram uma ambulância. Já no hospital, ela começou a recuperar lentamente os movimentos e a fala.
Os exames iniciais mostraram um pico de pressão arterial e indicaram que Natasha já tinha um histórico de hipertensão. Os médicos avaliaram e recomendaram só repouso, porque acreditavam que era cansaço.

Novos exames mostraram hemorragia e AVC
Natasha ficou insegura com o diagnóstico inicial e decidiu pagar consultas particulares para fazer exames mais detalhados. Os resultados mudaram completamente o rumo da história.
A consultora teve uma hemorragia cerebral causada por um aneurisma, que acabou provocando um acidente vascular cerebral (AVC). Tudo isso antes dos 40 anos. Por causa da gravidade do quadro, ela precisou passar por uma cirurgia de emergência no cérebro.
Depois da cirurgia, Natasha teve que lidar com um processo de recuperação bem longo. O rosto ficou muito inchado, a fala lenta e o corpo extremamente fraco. Ela precisou reaprender a andar e passou por sessões de fonoaudiologia para recuperar a comunicação.
“Eu queria gritar, mas nada saía. Estava presa dentro do meu próprio corpo”, relembra.
Sintomas de AVC que exigem ação imediata
Fraqueza.
Dificuldade para mover um lado do corpo.
Boca torta.
Fala enrolada.
Dificuldade para encontrar palavras.
Tontura.
Alteração de equilíbrio
Perda parcial da visão.
Gravidez e o medo de um novo AVC
Em 2024, Natasha descobriu que estava grávida de novo e a notícia veio também com muito medo, já que existia a possibilidade de ela sofrer outro AVC durante a gestação.
O parto aconteceu em junho de 2025 e foi marcado por algumas complicações. A consultora perdeu uma quantidade grande de sangue e precisou ser internada na unidade de terapia intensiva (UTI).
Com acompanhamento médico, ela conseguiu diminuir e controlar a pressão que estava alta, o que deu mais tranquilidade durante a gravidez. Porém, depois de cinco semanas, já de alta e em casa com a filha, o que ela não esperava voltou a acontecer.
Natasha sofreu um segundo AVC, de novo causado por pressão alta. Ela ficou três semanas internada e teve que amamentar a filha recém-nascida no leito hospitalar. Com apoio de consultas de fonoaudióloga e terapeuta ocupacional ela recuperou os movimentos e fala.
Hoje, Natasha é mãe de Jahzire, de 17 anos, e Malaya, de sete meses. Depois de avançar na recuperação, ela conta que vive sempre com medo de sofrer um terceiro AVC.
“Qualquer dor de cabeça, qualquer sensação estranha – meu coração dispara. Um AVC não muda apenas o corpo, muda a mente”, lamenta.
AVC não é doença só de idosos
A história de Natasha reforça que o AVC não acomete só pessoas mais velhas. “Eu tinha pouco mais de 30 anos. Estava ocupada, trabalhando, sendo mãe, vivendo minha vida”, relata.
Casos como o dela ajudam a chamar atenção para a importância de reconhecer os sinais da doença o quanto antes. O atendimento rápido pode ser decisivo para evitar sequelas mais graves.
Fatores de risco de um AVC
Entre os fatores de risco estão pressão alta, tabagismo, obesidade, sedentarismo, diabetes e idade avançada. O AVC ocorre quando o fluxo de sangue para o cérebro é interrompido, levando à morte de células cerebrais e a possíveis sequelas duradouras.
“Se a minha história fizer uma única pessoa verificar a pressão arterial, já terá valido a pena”, afirma Natasha.
(Fonte: Metrópoles)
