Correio de Carajás

Motorista que atropelou casal na madrugada em Marabá é PM da reserva

A Polícia Civil descarta, a princípio, a tipificação do caso como homicídio culposo no trânsito e deve denunciar José do Espírito Santo Barbosa por dolo eventual

Agora subtenente da reserva da PM, Barbosa atuou por vários anos em Marabá, inclusive como motorista do então prefeito João Salame - Fotos: Arquivo Correio
✏️ Atualizado em 28/01/2026 13h11

A Polícia Civil revelou, na manhã desta quarta-feira (28), que o responsável pelo atropelamento que ocorreu na madrugada da última segunda (26) se apresentou na Delegacia de Polícia Civil, na manhã desta quarta-feira (28). Trata-se de José do Espírito Santo Barbosa, subtenente da reserva remunerada da Polícia Militar.

A colisão ocorreu na madrugada de domingo (25) para segunda-feira (26), no cruzamento da Avenida 2000 com a Rua Fortaleza, no Bairro Belo Horizonte, em Marabá. Em entrevista realizada com o delegado e superintendente Antônio Mororó na manhã desta quarta-feira (28), a polícia repassou informações acerca do ocorrido.

Conforme o delegado, a Polícia Civil trabalha com a hipótese de dolo eventual no acidente de trânsito que resultou na morte de Marlene Sousa Feitosa, de 51 anos, e deixou Aguinaldo Almeida Pereira gravemente ferido em Marabá.

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Segundo o superintendente da Polícia Civil, o trabalho de investigação da polícia levou inicialmente à localização da passageira do veículo envolvido, que foi ouvida como testemunha. Pouco tempo depois, o condutor, acompanhado de advogado, apresentou-se espontaneamente à autoridade policial. Ele foi ouvido e depois liberado.

O caso chocou a população e, por isso, a Polícia Civil designou uma equipe exclusiva para apurar o acidente, sob a coordenação do delegado Rodolfo. Ainda no final da tarde do dia seguinte ao fato, a autoria já havia sido identificada. “Destacamos um delegado com uma equipe tão somente para trabalhar em cima desse caso e, no final da tarde de ontem, nós já havíamos chegado à autoria”, revela.

O delegado informou ainda que o motorista é um policial militar da reserva remunerada, na patente de subtenente e que ele teria confessado a autoria do impacto na motocicleta.  Em sua fala, Antônio Mororó ressaltou que a apresentação se deu após a identificação da passageira e do veículo.

Superintendente Antônio Mororó afirma que polícia vai trabalhar com caso de dolo eventual, que é mais grave

A Polícia Civil descarta, a princípio, a tipificação do caso como homicídio culposo no trânsito. Para a autoridade policial, as circunstâncias indicam que houve assunção do risco. “Existem outras diligencias a serem tomadas. A princípio trabalhamos com dolo eventual”, pontua.

Segundo ele, o investigado informou em interrogatório que não havia ingerido bebida alcoólica e que não estava em alta velocidade. No entanto, a análise técnica ficará a cargo da perícia. “A nossa equipe conseguirá analisar e legitimar a velocidade aproximada”.

A Polícia Civil trabalha com dolo eventual. “Não será homicídio culposo no trânsito porque entende -se que houve assunção do risco. A pena varia de seis a 12 anos”, encerra.