Correio de Carajás

Marabá: acusado de tentar matar a ex-companheira dentro da Havan pega 13 anos de prisão

Por: Kauã Fhillipe
✏️ Atualizado em 22/01/2026 22h12

Após uma audiência de mais de 12 horas no Fórum de Marabá, o Conselho de Sentença condenou, por unanimidade, Jhonatan Alves Bairro a 13 anos e 8 meses de reclusão pelos crimes de tentativa de feminicídio contra sua ex-companheira, Larissa da Conceição Souza, e de lesão corporal contra a irmã dela. O crime, que gerou grande repercussão na cidade, ocorreu em 1º de dezembro de 2024, na lanchonete da loja Havan, localizada em frente ao Aeroporto de Marabá, onde o réu ameaçou a vítima com uma faca. Durante a ação, Jhonatan foi baleado por Sabrina Sá, uma policial à paisana que interveio para conter o agressor.

A sessão teve início por volta das 9h e ouviu a vítima; sua irmã, Jeslayne da Conceição Silva, que foi ferida na mão durante a agressão; a policial Sabrina Sá e seu esposo; a delegada Alana Araújo, responsável pelo inquérito; e, por fim, o próprio réu.

O que disse o réu

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Durante o interrogatório, Jhonatan admitiu ter ingerido bebida alcoólica na noite anterior, mas negou estar embriagado no momento do crime. Segundo ele, o encontro com a ex-companheira visava resolver pendências financeiras relacionadas a um celular, dívida que Larissa teria se recusado a assumir. O réu alegou não ter levado nenhuma arma ao local, afirmando que a faca utilizada estava sobre o balcão da lanchonete. Ele declarou tê-la empunhado somente após a irmã da vítima, em seu relato, tentar pegar o objeto primeiro, momento em que Jeslayne acabou se ferindo.

Ainda conforme sua versão, Jhonatan disse ter perdido o controle da situação, mas negou a intenção de matar a ex-companheira, insistindo que queria apenas conversar. Ele também mencionou estar preso há um ano e dois meses e que não houve perícia nem oitiva imediata após o fato. Em relação à intervenção da autoridade, afirmou que a agente não se identificou como policial e que a ação foi rápida entre sua chegada e o disparo.

Durante os debates, os jurados questionaram a conduta do réu, especialmente o uso da faca diante da alegação de que não havia intenção de matar. A juíza Alessandra Rocha da Silva Sousa, que presidiu a sessão, aplicou a pena considerando diversos fatores, entre eles a gravidade da situação, na qual o réu colocou em risco a integridade de outras pessoas presentes no local. Jhonatan iniciará o cumprimento da pena imediatamente, e o período de pouco mais de um ano que já passou preso será descontado da dosimetria final.