Correio de Carajás

Irmão questiona morte de paciente no Hospital Geral de Parauapebas

Hospital HGP é importante unidade de saúde de Parauapebas/Foto: Vinicius Moraes
Por: Theíza Cristhine, com informações de Ronaldo Modesto
✏️ Atualizado em 29/08/2025 17h07

A morte de Maria Deusimar Martins Santos, ocorrida no dia 26 de agosto no Hospital Geral de Parauapebas (HGP), gerou uma série de questionamentos por parte da família da paciente. Segundo seu irmão, Manoel, que é técnico de enfermagem, Maria passou mal no dia 17 de agosto e foi levada ao pronto-socorro do HGP. Após o atendimento inicial, ela foi encaminhada para a sala vermelha, onde exames identificaram um sangramento cerebral. Um neurologista solicitou a internação imediata.

Maria Deusimar Martins morreu no dia 26 de agosto

Dois dias depois, uma nova tomografia mostrou aumento do sangramento, o que levou à decisão de realizar uma cirurgia. O procedimento foi executado com sucesso, e no dia seguinte o exame já não indicava mais sangramento. No entanto, a paciente desenvolveu uma infecção e passou a receber antibióticos.

O ponto central das dúvidas da família surgiu no dia 26, quando Manoel foi alertado por uma acompanhante de outra paciente sobre problemas nas pulseiras de identificação. Ao verificar, ele constatou que a pulseira de sua irmã não continha nome nem qualquer dado de identificação.

Leia mais:

“Não tenho como ter certeza se a medicação, os exames e até mesmo a indicação de hemodiálise eram realmente destinados a ela”, afirmou Manoel em entrevista concedida ao Correio de Carajás na tarde de sexta-feira, 29 de agosto. Segundo ele, poucas horas após questionar a situação com o médico responsável, recebeu a notícia do falecimento de sua irmã.

Irmão de paciente morta no HGP questiona falhas na identificação e aguarda laudo do IML para esclarecer causa do óbito

Inconformado com a situação, Manoel registrou um Boletim de Ocorrência na Polícia Civil, acionou o Ministério Público do Estado do Pará (MPPA) e solicitou a realização de necropsia pelo Instituto Médico Legal (IML). A família aguarda o resultado dos exames para tentar esclarecer as circunstâncias da morte.

O HGP é administrado pela Aselc, uma Organização Social de Saúde (OSS). Procurada, a assessoria de comunicação informou que vai aguardar o resultado do laudo do IML para se manifestar.