O jantar é uma das refeições mais importantes do dia, mas muitas vezes acaba sendo “pulado” por diferentes motivos — seja pelo cansaço ou pela falta de opções no momento. Mas, afinal, o que acontece com o corpo quando deixamos de jantar?
Conversamos com a nutricionista e coordenadora da UNINASSAU Recife, Boa Viagem, Fabiana Camargo, que destacou a importância da individualidade em cada caso: “A relação de pular as refeições depende de pessoa para pessoa”, afirmou.
Por exemplo, pacientes diabéticos não devem abrir mão da refeição noturna devido ao uso de medicação, já que correm risco de hipoglicemia durante a madrugada, o que pode provocar mal-estar. Para esses casos, além do jantar, recomenda-se também uma ceia antes de dormir.
“Não é todo paciente que pode pular o jantar, então precisa ser algo realmente que seja direcionado para aquele paciente”, disse a nutricionista.
Já para pacientes que sofrem com refluxo, a recomendação é fazer o jantar mais cedo — de preferência até as 19 horas — e sempre pelo menos duas horas antes de deitar. O importante é não deixar de se alimentar.
Por outro lado, pessoas com glicose elevada podem se beneficiar do jejum intermitente, encerrando a alimentação às 18 horas e retomando apenas às 6 horas da manhã seguinte. Essa prática pode contribuir para a redução da glicose, a diminuição da insulina circulante, menor apetite, além de favorecer o emagrecimento e a melhora da resistência à insulina.
(Fonte:G1)

