Correio de Carajás

Polícia Científica orienta consumidor sobre como identificar produtos adulterados

Perícia de Marcas e Patentes dá dicas sobre a autenticidade de itens e peças de marcas e a identificação de violações que geram riscos ao consumo

Perito criminal realiza perícia no setor de Grafodocumentoscopia do Instituto de Criminalística do Pará (Foto: Amanda Monteiro/Ascom PCEPA)

A Polícia Científica do Pará (PCEPA) através do setor de Grafodocumentoscopia, do Instituto de Criminalística, realiza Perícias de Marcas e Patentes, com o objetivo principal de identificar a falsificação das peças de marcas, violações de propriedade e garantir os direitos de propriedade e também a segurança do consumidor. Pedidos de verificações em produtos como roupas, bebidas alcoólicas, eletrônicos e brinquedos, entre outros são comuns no dia a dia dos peritos da PCEPA.

“Aqui nós verificamos a autenticidade dos produtos que estão no mercado. Chegam produtos como whisky, vodka, bebidas, em geral, produtos eletrônicos, como carregadores e cabos de smartphones, brinquedos, roupas, sapatos, entre muitos outros”, explica o perito criminal, Ivanildo de Almeida Rodrigues.

Perito Criminal Ivanildo Rodrigues: Preços muitos baixos e lacres rompidos ou adulterados são indícios de falsificação
Perito Criminal Ivanildo Rodrigues:”Preços muitos baixos e lacres rompidos ou adulterados são indícios de falsificação(Foto: Amanda Monteiro/Ascom PCEPA)

Ivanildo Rodrigues destaca que a população atente ao adquirir produtos. “Preços muito baixos revelam um primeiro sinal de que o produto pode ser falsificado. As tecnologias envolvidas na produção desses produtos envolvem tecnologias de alta performance, infelizmente, isso não permite que os preços sejam tão baixos”.

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O perito criminal também observa que deve-se “verificar se as etiquetas dos produtos apresentam os dados completos dos fabricantes, do importador, o local de fabricação, se apresentam um QR code ou um código de barras que direcione para um site oficial da marca”.

“Importante verificar isso, já que hoje quase todo mundo tem um smartphone e pode acessar direcionando a câmera. Verificar também, no que diz respeito às roupas, a qualidade dos cortes e da costura, cortes e costuras desalinhados revelam um sinal de que esse pode ser um produto falso”, enfatiza Ivanildo.

Ele também ressalta a questão das bebidas alcoólicas falsificadas, reforçando que a população observe os lacres, para ver se as tampas estão realmente lacradas, uma vez que qualquer sinal de lacre rompido ou mal realizado aponta um primeiro indício de que a bebida foi falsificada ou adulterada.

“É importante salientar à população que medicamentos e suplementos vitamínicos também são alvos de falsificações, então, atentar aos lacres dos medicamentos, dos recipientes, atentar às informações presentes nas embalagens, etiquetas, QR code, códigos de barras presentes nas caixas desses produtos e verificar se esses QR code e códigos de barras direcionam, através de uma leitura digital com o celular, para o site oficial da marca do fabricante”, compartilha.

O uso de produtos falsificados, frisa o perito, traz riscos à saúde e à vida. “Esses produtos falsos podem causar danos irreversíveis à saúde, à vida e ao patrimônio do cidadão. Cabos e carregadores de aparelhos celulares podem superaquecer, explodir, causar incêndios e até morte. Brinquedos falsos podem colocar em risco a saúde e a vida de crianças. Por isso a população deve ficar atenta”, reforça.

Um caso internacional ocorrido no ano de 2024, em Istambul, capital da Turquia, repercutiu bastante, quando mais de 30 pessoas morreram após a ingestão de bebida adulterada. As mortes inesperadas trouxeram à tona o debate sobre a importância do consumo de produtos registrados e originais, que passam por fiscalizações e regulações.

Caso o consumidor desconfie que adquiriu um produto falsificado deve registrar a denúncia, em Boletim de Ocorrência (B.O.) na Delegacia de Polícia Civil mais próxima, para fins de investigações dos agentes da segurança pública. É a Polícia Civil quem solicita à perícia para a Polícia Científica do Pará (PCEPA), se achar necessário o procedimento.

(Agência Pará)