Correio de Carajás

73% dos brasileiros ainda preferem livros impressos, aponta pesquisa

Levantamento da Serasa, em parceria com a Opinion Box, mapeou os principais hábitos de leitura no Brasil

Foto: Magnific

Uma pesquisa recente realizada pela Serasa em parceria com a plataforma de pesquisa online Opinion Box mapeou alguns dados expressivos sobre os hábitos de leitura dos brasileiros, incluindo a visão sobre aquisição de exemplares, influência das redes sociais e preferências pessoais.

Segundo a análise, 54% das pessoas entrevistadas compraram pelo menos um livro nos últimos 12 meses, apontando um cenário positivo para o mercado editorial no país. O estudo, que ouviu 1.261 pessoas, também mostrou que 47% dos entrevistados consideram a compra de um exemplar literário um investimento.

No entanto, a questão financeira ainda representa um obstáculo significativo para os consumidores, já que 70% dos participantes afirmaram ter deixado de comprar livros por razões orçamentárias.

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Livros físicos ainda são os favoritos dos brasileiros

Apesar do crescimento dos livros digitais nos últimos anos, impulsionado pela evolução dos leitores digitais como Kindle, o formato impresso continua sendo o favorito nacionalmente — 73% dos entrevistados declararam preferir os livros físicos.

Contraponto à preferência da maioria, entre os motivos apontados pelos adeptos do livro digital estão a facilidade de leitura em qualquer lugar, mencionada por 64% dos usuários, e o preço mais acessível.

Já os leitores de livros físicos destacaram, em 58% dos casos, o prazer de folhear, cheirar e tocar o objeto. O audiobook também foi mencionado como uma tendência em crescimento, ainda que seja considerado uma novidade para muitos brasileiros.

Entre as razões que levam as pessoas a ler, mais de 80% dos leitores apontaram a ampliação da visão de mundo como função principal da leitura. Em seguida, aparecem questões relacionadas à saúde mental — especialmente diante do excesso de informação e do uso intenso de telas — e à aquisição de conhecimento, citada por 56% dos entrevistados.

As redes sociais também se consolidaram como um importante canal de descoberta e consumo de livros. De acordo com o levantamento, 51% das pessoas descobrem novos títulos pelas mídias, superando revistas, sites e até indicações de amigos.

Além disso, 72% já compraram um livro após uma recomendação nas redes, 64% adicionaram títulos à lista de desejos por influência dessas plataformas e 45% passaram a seguir autores ou editoras. Além de auxiliar na promoção em grande massa e rápida, as redes conseguiram aproximar leitores de autores e editoras, humanizando o processo editorial e ajudando a desmistificar o preço dos livros.

(Fonte:CNN Brasil)