Correio de Carajás

Pará reduz desmatamento em 70% no primeiro bimestre de 2024

O Pará teve redução de 70% na derrubada de florestas no primeiro bimestre de 2024, em comparação ao mesmo período de 2023. Um total de 26 km² foram desmatados entre janeiro e fevereiro deste ano, enquanto no anterior a área desflorestada foi de 86 km².

Os dados foram divulgados nesta segunda-feira, 18, pelo Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon). Além do Pará, o Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD) compila informações de todos os estados da Amazônia brasileira.

Em números gerais, os dois primeiros meses de 2024 tiveram o menor índice de desmatamento dos últimos seis anos.

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Em anos anteriores o Estado ocupou o 1º lugar como aquele que mais desmatou a Amazônia. Com a diminuição da área derrubada, o Pará passa a ocupar – no 1º bimestre de 2024 – a 4ª colocação no ranking, ficando atrás do Mato Grosso, Roraima e Amazonas.

Com 13% do desmatamento registrado em toda a região, o Estado teve dois municípios entre os 10 mais desmatados em janeiro: Ipixuna do Pará e São Félix do Xingu; e um em fevereiro: São Félix do Xingu.

Além disso, a Área de Preservação Ambiental (APA) Triunfo do Xingu foi líder nos dois meses como a unidade de conservação mais desmatada da Amazônia. Os 5 km² derrubados no 1º bimestre correspondem a 500 campos de futebol. Ainda no primeiro mês do ano, a Flona de Saracá-Taquera e a Flona do Jamanxim também ficaram entre as 10 unidades de conservação mais destruídas da Amazônia.

Em fevereiro, além da líder APA Triunfo do Xingu e da Flona de Saracá-Taquera, entraram no ranking outras duas paraenses: Flona de Itaituba II e Rebio Nascentes da Serra do Cachimbo.

Dados do Imazon detalham que o Pará teve redução de 70% do desmatamento e ocupa o 4º lugar no ranking geral

DADOS GERAIS

Em fevereiro, pelo 11º mês consecutivo, o desmatamento da Amazônia teve redução. Com isso, o primeiro bimestre de 2024 fechou com a menor derrubada da floresta dos últimos seis anos, desde 2018. Conforme o Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD) do Imazon, a devastação em janeiro e fevereiro atingiu 196 km², 63% a menos do que nos mesmos meses em 2023, quando foi detectada a destruição de 523 km². (Luciana Araújo, com informações do Imazon)