Correio de Carajás

O sonho de criança que se tornou realidade para João Anastácio Neto

“Eu falo que quando você quer ser muito alguma coisa, o universo conspira ao seu favor e foi o que aconteceu”. A frase inspiradora é dita por João Anastácio de Queiroz Neto ao responder à Reportagem do CORREIO que desde criança o seu sonho era ser piloto de avião.

Aos 50 anos de idade, o neto de um dos prefeitos que governou Marabá por mais tempo: João Anastácio de Queiroz, que faleceu em 1945, recebeu na manhã desta quarta-feira, 3, uma comenda de Honra ao Mérito, entregue na sessão solene da Câmara Municipal de Marabá, junto com outras 24 personalidades.

Para receber a honraria ele teve que pedir uma licença especial da Emirates, empresa asiática onde João pilota o maior avião comercial do mundo, um Airbus A380.

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“Me sinto muito honrado, recebi esse convite com muita alegria e com muita emoção. Não só pela minha família, pelo meu avô que foi prefeito de Marabá, mas eu fico muito feliz de ver que a cidade cultiva a memória dos pioneiros. É importante manter isso vivo na nossa sociedade”, compartilha.

Filho de Lúcia Maria Paiva de Queiroz, mineira, e João Anastácio de Queiroz Filho, marabaense, o menino que morava em uma fazenda há 12 quilômetros de Marabá, pegava a estrada todos os dias para estudar na escola do Sesi. Mas ainda que tenha sido criado na terra de Francisco Coelho até os 11 anos, João nasceu no que ele chama “meio do caminho”.

Ao lado de vereadores, parentes e amigos, o comandante da Emirates recebe condecorações

“A minha mãe é mineira, ela estava indo para Belo Horizonte para me ter lá, mas meus pais já moravam aqui, e eu nasci no meio do caminho, em Goiânia”, rememora.

Atualmente, ele tem residência fixa em Belo Horizonte, escolha motivada pela proximidade que criou com a família de sua mãe. Seu irmão, que é médico, mora na mesma cidade e a irmã, que é funcionária do Ministério Público, vive um pouco mais distante, em Campo Grande (MS).

Pai de duas filhas, uma de 12 anos e outra de 19, João Anastácio Neto revela que as meninas gostam de voar, mas só para viajar a passeio. Tudo indica que a sua profissão não será passada para suas descendentes.

Atualmente, João – que tem o inglês como segunda língua – possui uma carga horária reduzida e por mês, chega a visitar apenas um ou dois países. Rotina bem diferente de quando ele iniciou na profissão e pousava em quatro, cinco ou até seis territórios internacionais.

“Eu voei muito quando era criança, ia pro Sul visitar a família por parte da minha mãe, vinha para Belém. Desde menino surgiu essa paixão pela aviação e nunca morreu”.

(Luciana Araújo)