Correio de Carajás

Já passou o café? Ainda é época de pupunha

A pupunha é um dos frutos mais queridos pelos paraenses, e os apaixonados pela iguaria aproveitam a época da colheita. Em Parauapebas, a vendedora Raquel Campos chega a vender quatrocentos quilos por semana, com preços que variam de R$ 20 a R$ 23 o quilo.

Raquel conta que a última safra chegou tardia para os vendedores. Geralmente. o fruto pode ser encontrado no início de dezembro, porém, chegou à região sudeste no mês de janeiro. Ela compra de produtores de Belém e Tomé-Açu. “A demanda foi aumentando, agora está no pico da safra e das vendas”, comemora Raquel.

A vendedora revela a preferência do parauapebense pelo fruto. “Os meus clientes amam a pupunha no café da tarde”, revela.

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Pupunha com café é um hábito que a empresária Tereza Eloi não abre mão no lanche da tarde, em época de safra. O segredo para não errar no ponto da pupunha, de acordo com ela, é cozinhar o fruto junto com o cabo, e assim que o fruto estiver macio o cabo se solta da pupunha.

A empresária Tereza Eloi não abre mão no lanche da tarde com pupunha, em época de safra

Outra dica é colocar sal, a gosto, na hora de cozinhar. Depois de pronto, é só “passar o café, tirar a casca da pupunha e temos a combinação ideal, garante, Tereza.

A nutricionista Adriane Andrade explica que a pupunha é uma ótima fonte de ferro, potássio e cálcio, que são importantes para a saúde do coração, dos músculos e dos ossos. Além disso, a pupunha é rica em fibras alimentares, que dão mais saciedade e ajudam no funcionamento do intestino.

“O consumo da pupunha ajuda no fornecimento de energia para o corpo, por ser uma fonte rica de carboidratos, possuí também fibras que ajudam na saúde do intestino, além de ser rica fonte de vitaminas A e do complexo B que contribuem para saúde dos olhos e da imunidade.” disse a nutricionista da ADS, Adriane Andrade.

A nutricionista recomenda que a pupunha seja consumida com moderação, assim como todos os alimentos. “A pupunha pode ser consumida em forma in natura ou até mesmo como geleias. São muitas as alternativas possíveis”, disse. (Theíza Cristhine)