Correio de Carajás

Foguete desenvolvido por estudantes de Jacundá sobe mais de 258 metros

A 17ª Mostra Brasileira de Foguetes (MOBFOG) destacou talentos provenientes do ensino público do município de Jacundá, situado na região sudeste do Pará. Um grupo de alunos, enfrentando desafios e limitações, obteve êxito ao lançar um foguete que alcançou a notável marca de 258,90 metros. Esse feito resultou na conquista de uma Medalha de Ouro.

O projeto teve origem a partir de um curso de formação voltado para Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática (STEM), em fevereiro de 2022, quando as professoras Maria Edina de Oliveira Silva e Rosélia Lopes Bastos tomaram conhecimento da plataforma “Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA)/Mostra Brasileira de Foguetes (MOBFOG)”. Desse encontro, surgiu o projeto local STEM, com a participação de 15 integrantes.

“Ainda em 2022, todos os integrantes do projeto STEM participaram das duas modalidades: OBA, na prova escrita, e MOBFOG, na construção e lançamento dos foguetes. Ao final do ano, nove integrantes do projeto ingressaram no Ensino Médio e apenas quatro participaram da prova do OBA, sendo que três deles estiveram envolvidos em ambas as modalidades: Alessandra Alves de Jesus, Juan Lucas Brito Silva e Ronaldo Santos de Jesus”, explica a professora Maria Edina.

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Os jovens talentos passaram por uma etapa classificatória em maio deste ano, realizando o lançamento de um foguete que atingiu 172 metros de altura. Esse desempenho garantiu a classificação para a 17ª Mostra Brasileira de Foguetes (MOBFOG), realizada entre os dias 11 e 14 de dezembro de 2023, na Fazenda Ribeirão, na Barra do Piraí, no Rio de Janeiro. Durante o evento, os estudantes alcançaram o impressionante lançamento de 258,90 metros por centímetro, garantindo-lhes a posição de medalhistas de Ouro na modalidade do nível 4, destinada a alunos em qualquer série/ano do Ensino Médio que utilizam foguete com combustível líquido. “Essa conquista impulsiona a revelação de novos talentos no município de Jacundá”, destaca a professora Rosélia Bastos. (Antonio Barroso – Freelancer)