Correio de Carajás

Ex-servidor da Funai é suspeito abusar de 20 meninas e mulheres indígenas

O ex-servidor da Fundação Nacional do Índio (Funai) e presidente de uma organização indígena, Gilmar Palheta Assunção, foi preso pela Polícia Federal suspeito de cometer abusos sexuais contra adolescentes e mulheres de comunidades indígenas no Amazonas, nesta quarta-feira (20).

Exonerado do órgão após as primeiras denúncias, em setembro de 2023, Assunção é suspeito de abusar de meninas e mulheres em troca de ajuda em processos de aposentadoria, benefícios sociais, abertura de conta bancária e até para corrigir dados cadastrais em órgãos públicos, segundo a PF. O g1 procurou a defesa de Assunção, mas não teve resposta até a última atualização desta reportagem.

Operação aconteceu em uma casa no município de Nova Olinda do Norte, no interior do Amazonas. — Foto: Daniela Branches/Rede Amazônica
Operação aconteceu em uma casa no município de Nova Olinda do Norte, no interior do Amazonas. — Foto: Daniela Branches/Rede Amazônica

Segundo a investigação, pelo menos 20 pessoas podem ter sido vítimas do ex-servidor que foi exonerado após as primeiras denúncias, em setembro de 2023.

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Segundo a PF, ele pedia favores sexuais ou importunava as meninas e mulheres em troca de ajuda em processos de aposentadoria, benefícios sociais, abertura de conta bancária e até para corrigir dados cadastrais em órgãos públicos.

Ex-servidor da Funai foi preso suspeito de abusos sexuais contra adolescentes e mulheres no AM. — Foto: Daniela Branches/Rede Amazônica
Ex-servidor da Funai foi preso suspeito de abusos sexuais contra adolescentes e mulheres no AM. — Foto: Daniela Branches/Rede Amazônica

De acordo com a polícia, Assunção foi coordenador da Funai na região por mais de dez anos, declarado indígena Munduruku. Ele também é servidor da Secretaria de Educação do Amazonas (Seduc).

Por meio de nota, a Seduc informou que ele é servidor efetivo do órgão e foi afastado cautelarmente, em 14 de dezembro do ano passado, enquanto as investigações seguem. “As punições administrativas previstas em legislação atual podem chegar a demissão”, informou a secretaria.

Em 2024, esta é terceira ação da Polícia Federal em combate aos abusos sexuais contra indígenas no Amazonas.

(Fonte:G1)