Correio de Carajás

Saneamento ainda é precário

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Falta de água e de tratamento de esgoto são problemas corriqueiros em Marabá e afeta milhares de pessoas em toda a cidade. Na última década, houve crescimento demográfico acentuado da população local, porém os investimentos na área de saneamento básico não feitos no mesmo ritmo.

O cenário no restante do país não é muito diferente. Estudo divulgado esta semana pelo Instituto Trata Brasil aponta que mais de 35 milhões de pessoas não têm acesso ao serviço. O Pará aparece entre os estados com o menores índices de acesso à água e esgoto tratados.

No Norte, as políticas públicas de saneamento básico, que englobam implantação e ampliação de redes de esgoto, não funcionam como deveriam, segundo a pesquisa.

Leia mais:

A situação fica mais grave quando se fala em coleta de esgoto, já que mais de 100 milhões de brasileiros não tem acesso a esse serviço. Além disso, apenas 42,67% da população tem tratamento de esgoto. No estado do Pará, há apenas 1,18% de tratamento, 4,92% de coleta e 47,10% de residências atendidas por rede de água.

Marabá

De acordo com dados do Atlas Brasil 2013 e do último Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), realizado em 2010, o número de pessoas com abastecimento de água e esgoto inadequados em Marabá chegava a 63.019 (27,16%). Porém, já se passaram quatro anos e a cidade cresceu bastante de lá para cá, passando de 233.669 habitantes para 266.932 pessoas, segundo estimativa de 2016 do IBGE.

De acordo com o gerente regional da Cosanpa (Companhia de Saneamento do Pará), Paulo Barbosa, três núcleos da cidade são atendidos pela estatal. Ele estima que na Marabá Pioneira, quase 100% das residências são atendidas pelos serviços da empresa.

“Todas as vezes que as pessoas ficam sem água nos procuram e nós fazemos uma extensão. É o local mais fácil, porque não tem mais crescimento”, confirma. Ele diz que na Nova Marabá, a cobertura é de  praticamente 95%.

“Mas tem bairros emergentes aí, como o Nossa Senhora Aparecida (Coca-Cola) e o Araguaia (Fanta) e alguns locais periféricos da cidade que ainda não têm esse serviço. Para estes casos, precisamos de um plano de expansão”, explica. Ele informa também que no núcleo Cidade Nova a cobertura de residências que recebem a água da Cosanpa é de cerca de 80%, chegando até o Bairro São Miguel da Conquista.

Questionado sobre a situação dos complexos São Félix e Morada Nova, ele confirmou que realmente não há atendimento da Cosanpa para os moradores dessas localidades. “Desde o final da época do ex-prefeito João Salame, foi fornecida a informação não só a mim, mas aos moradores de São Félix e Morada Nova, que já estava liberado R$190 milhões para isso. O próprio prefeito Tião Miranda fala que está liberado esse recurso, porém falta fazer alguns acertos para que isso seja realizado”.

Saneamento no Pará

1,18% Tratamento de esgoto

4,92% Coleta de esgoto

39,72% Desperdício de água

47,10% Rede de água

 

(Nathália Viegas)

Falta de água e de tratamento de esgoto são problemas corriqueiros em Marabá e afeta milhares de pessoas em toda a cidade. Na última década, houve crescimento demográfico acentuado da população local, porém os investimentos na área de saneamento básico não feitos no mesmo ritmo.

O cenário no restante do país não é muito diferente. Estudo divulgado esta semana pelo Instituto Trata Brasil aponta que mais de 35 milhões de pessoas não têm acesso ao serviço. O Pará aparece entre os estados com o menores índices de acesso à água e esgoto tratados.

No Norte, as políticas públicas de saneamento básico, que englobam implantação e ampliação de redes de esgoto, não funcionam como deveriam, segundo a pesquisa.

A situação fica mais grave quando se fala em coleta de esgoto, já que mais de 100 milhões de brasileiros não tem acesso a esse serviço. Além disso, apenas 42,67% da população tem tratamento de esgoto. No estado do Pará, há apenas 1,18% de tratamento, 4,92% de coleta e 47,10% de residências atendidas por rede de água.

Marabá

De acordo com dados do Atlas Brasil 2013 e do último Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), realizado em 2010, o número de pessoas com abastecimento de água e esgoto inadequados em Marabá chegava a 63.019 (27,16%). Porém, já se passaram quatro anos e a cidade cresceu bastante de lá para cá, passando de 233.669 habitantes para 266.932 pessoas, segundo estimativa de 2016 do IBGE.

De acordo com o gerente regional da Cosanpa (Companhia de Saneamento do Pará), Paulo Barbosa, três núcleos da cidade são atendidos pela estatal. Ele estima que na Marabá Pioneira, quase 100% das residências são atendidas pelos serviços da empresa.

“Todas as vezes que as pessoas ficam sem água nos procuram e nós fazemos uma extensão. É o local mais fácil, porque não tem mais crescimento”, confirma. Ele diz que na Nova Marabá, a cobertura é de  praticamente 95%.

“Mas tem bairros emergentes aí, como o Nossa Senhora Aparecida (Coca-Cola) e o Araguaia (Fanta) e alguns locais periféricos da cidade que ainda não têm esse serviço. Para estes casos, precisamos de um plano de expansão”, explica. Ele informa também que no núcleo Cidade Nova a cobertura de residências que recebem a água da Cosanpa é de cerca de 80%, chegando até o Bairro São Miguel da Conquista.

Questionado sobre a situação dos complexos São Félix e Morada Nova, ele confirmou que realmente não há atendimento da Cosanpa para os moradores dessas localidades. “Desde o final da época do ex-prefeito João Salame, foi fornecida a informação não só a mim, mas aos moradores de São Félix e Morada Nova, que já estava liberado R$190 milhões para isso. O próprio prefeito Tião Miranda fala que está liberado esse recurso, porém falta fazer alguns acertos para que isso seja realizado”.

Saneamento no Pará

1,18% Tratamento de esgoto

4,92% Coleta de esgoto

39,72% Desperdício de água

47,10% Rede de água

 

(Nathália Viegas)

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