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Os candidatos para presidente do Brasil prometeram criar empregos e reduzir as taxas de desemprego elevadas no país durante o primeiro debate eleitoral televisionado a 39 dias da votação de outubro.

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O candidato do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), Geraldo Alckmin disse que “gerar emprego e renda” é uma “questão central” com o crescimento e o investimento e que está a aumentar a “confiança”.

O ex-governador de São Paulo, apontado nas pesquisas com 6% dos votos, disse que o Brasil “perdeu competitividade” e para recuperá-la é necessário eliminar o déficit, simplificar a burocracia e uma maior abertura da economia.

Ele também foi a favor da manutenção da controversa reforma trabalhista impulsionada pelo atual presidente, Michel Temer.

“Eu sou a favor da reforma trabalhista foi um avanço no desafio do Brasil e do mundo para gerar emprego e renda. Tivemos uma ideia do século passado e temos uma relação moderna”, disse Alckmin, que fez uma parceria com um grande grupo de partidos centrais com grande influência no Congresso.

Sua opinião foi fortemente refutada pelo candidato Ciro Gomes, do Partido Democrático Trabalhista (PDT), que disse que a reforma trabalhista introduziu “insegurança” e foi “um erro grave” e que prometia “corrigir” se for eleito.

“Essa selvageria não faz com que nenhum país prospere”, disse ele.

Gomes, que detém 8% dos votos, segundo as pesquisas, criticou os altos níveis de informalidade, prometeu criar milhões de empregos em seu primeiro ano no cargo e recuperar os “motores de desenvolvimento” do país “são praticamente estrangulado “através de uma” política industrial”.

Essas críticas foram refutadas pelo ex-ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, candidato do Movimento Democrático Brasileiro (MDB) e principal ideólogo da política econômica do governo Temer.

“Tiramos o Brasil da recessão mais profunda na história, voltamos a criar dois milhões de empregos (…) Ao contrário do que as pessoas pensam empregos não são criados no grito e sim com a política correta”, disse Meirelles.

A taxa de desemprego no Brasil em junho passado chegou a 12,4%, o que representa 13 milhões de pessoas fora do trabalho, refletindo os efeitos da recessão severa que deixou o país atravessou entre 2015 e 2016 e só começou a recuperar em 2017.

Por sua parte, o ambientalista Marina Silva, candidata pela Rede Sustentabilidade disse que para criar empregos é necessário “investimento” e para que se possa recuperar a credibilidade uma “mudança profunda porque quem criou o problema não vai resolver.”

A extrema-direita representada por Jair Bolsonaro, do Partido Social Liberal (PSL), garantiu um “governo” diferente, com menos burocracia, embora não tenha detalhado um plano específico para reduzir o desemprego.

“Nossa missão aqui é, mais do que dar esperança, é dar a certeza de que faremos um governo diferente”, disse ele.

Também participaram do debate Álvaro Dias, candidato do Podemos, Cabo Daciolo, do Patriotas e o ativista dos movimentos sociais Guilherme Boulos, do Partido do Socialismo e Liberdade (PSOL).

O confronto aconteceu sem a participação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que lidera pesquisas de opinião com 30%, e esteve impedido pela justiça de participar, já que ficou preso por quatro meses para cumprir pena de 12 anos por corrupção e corrupção.

Em um cenário sem Lula, Jair Bolsonaro, nostálgico da ditadura que aconteceu entre 1964 e 1985, lidera as intenções de voto com 17% de apoio a uma eleição que se apresenta como a mais incerta desde a retorno da democracia ao país. (EFE)

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