Correio de Carajás

Incentivo à leitura com Picoler

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O Colégio Acy Barros, na Agrópolis do Incra, é conhecido por projetos de referência na área educacional. Esta semana, a Biblioteca interna também desenvolveu uma ação de mobilização e incentivo à leitura para estudantes do ensino fundamental e médio. A criatividade marcou a última terça-feira, dia 21, com uma estudante percorrendo os corredores da escola com caixa de isopor contendo uma boa diversidade de “Picoler”. Eram pequenos textos no formato de picolé e quem retirava um, lia em voz alta para os demais o que estava escrito.

Até mesmo o diretor da escola, Fábio Rogério Rodrigues Gomes, entrou no clima, retirou um picolé e leu, rodeado de estudantes motivados pela novidade. Além disso, um grupo de jovens encarnou personagens conhecidos da literatura, e cada uma delas vestiu-se como roupas de Chapeuzinho Vermelho, Bruxa, Joaninha e Emília. Para os colegas, mostravam o perfil da personagem que representavam e os incentivavam a irem à biblioteca para ler.

Segundo a professora Marlene Chavito, uma das educadoras que desenvolvem o projeto na Escola Acy Barros, o “Dia de Incentivo à Leitura” busca incentivar os estudantes para que criem o hábito de frequentar o espaço periodicamente. “A gente vê a dificuldade que os alunos têm de ler e interpretar em sala de aula. Isso acontece no sexto, sétimo ano e muitos não sabem nem decodificar”.

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Ela reconhece que, com o advento da Internet e a popularização das redes sociais e aplicativos para telefone celular, a nova geração não aprendeu a valorizar o livro e a leitura. “Esta semana, uma professora entrou aqui e disse. ‘Oh, meu Deus, essa biblioteca agora tem cheiro de vida, porque antes ela só cheirava a mofo’”, conta Chavito.

Com mais de 25 anos como educadora, Marlene observa que todas as estratégias são bem-vindas para atrair os estudantes para o mundo da leitura – e do livro. “Os alunos já estão vindo, mas a gente tá querendo mais. A clientela que mais aparece por aqui é do fundamental, e o médio ainda é um pouco arredio”, revela.

No Dia de Incentivo à Leitura, a coordenação da biblioteca do Colégio Acy Barros promoveu ainda exposições, contação de histórias, painéis em vários espaços, presença de escritores, além da caracterização de personagem que os estudantes percorrem as salas de aula para apresentar.

Segundo Marlene Chavito, para ampliar e diversificar o acervo da Biblioteca, os cinco professores que trabalham ali desenvolveram uma campanha de doação envolvendo vários parceiros, inclusive a direção da escola. “A escola comprou uma coleção do Diário do Banana, que os alunos tanto pediam. Ainda precisamos de livros atualizados, principalmente para o ensino médio, porque os nesta fase os jovens são mais seletivos”, conta.

A performance da picolezeira

Aos 17 anos de idade e estudando o “terceirão” do ensino médio, Catarina de Pádua pretende cursar Arquitetura no Nordeste e sabe que precisa ler e estudar bastante para alcançar esse objetivo. Ela tornou-se “picolezeira” por um dia e passeava pelos corredores da escola incentivando os colegas a degustarem uma leitura curta e divertida. “Apesar de muito alunos não terem interesse, ainda há alguns que mostram prazer em tomar tempo para ler um livro. No fundamental, entrei em sala de aula que os estudantes vibraram bastante com o “Picoler”, garante.

Questionada sobre seu livro favorito, ela não pensa duas vezes e aponta o clássico Vidas Secas, de Graciliano Ramos, como uma excelente leitura. “Antes, uma de minhas opções era fazer o curso de Letras, revela, demonstrando afinidade com a literatura, inclusive na organização de saraus e dramatização. (Ulisses Pompeu)

O Colégio Acy Barros, na Agrópolis do Incra, é conhecido por projetos de referência na área educacional. Esta semana, a Biblioteca interna também desenvolveu uma ação de mobilização e incentivo à leitura para estudantes do ensino fundamental e médio. A criatividade marcou a última terça-feira, dia 21, com uma estudante percorrendo os corredores da escola com caixa de isopor contendo uma boa diversidade de “Picoler”. Eram pequenos textos no formato de picolé e quem retirava um, lia em voz alta para os demais o que estava escrito.

Até mesmo o diretor da escola, Fábio Rogério Rodrigues Gomes, entrou no clima, retirou um picolé e leu, rodeado de estudantes motivados pela novidade. Além disso, um grupo de jovens encarnou personagens conhecidos da literatura, e cada uma delas vestiu-se como roupas de Chapeuzinho Vermelho, Bruxa, Joaninha e Emília. Para os colegas, mostravam o perfil da personagem que representavam e os incentivavam a irem à biblioteca para ler.

Segundo a professora Marlene Chavito, uma das educadoras que desenvolvem o projeto na Escola Acy Barros, o “Dia de Incentivo à Leitura” busca incentivar os estudantes para que criem o hábito de frequentar o espaço periodicamente. “A gente vê a dificuldade que os alunos têm de ler e interpretar em sala de aula. Isso acontece no sexto, sétimo ano e muitos não sabem nem decodificar”.

Ela reconhece que, com o advento da Internet e a popularização das redes sociais e aplicativos para telefone celular, a nova geração não aprendeu a valorizar o livro e a leitura. “Esta semana, uma professora entrou aqui e disse. ‘Oh, meu Deus, essa biblioteca agora tem cheiro de vida, porque antes ela só cheirava a mofo’”, conta Chavito.

Com mais de 25 anos como educadora, Marlene observa que todas as estratégias são bem-vindas para atrair os estudantes para o mundo da leitura – e do livro. “Os alunos já estão vindo, mas a gente tá querendo mais. A clientela que mais aparece por aqui é do fundamental, e o médio ainda é um pouco arredio”, revela.

No Dia de Incentivo à Leitura, a coordenação da biblioteca do Colégio Acy Barros promoveu ainda exposições, contação de histórias, painéis em vários espaços, presença de escritores, além da caracterização de personagem que os estudantes percorrem as salas de aula para apresentar.

Segundo Marlene Chavito, para ampliar e diversificar o acervo da Biblioteca, os cinco professores que trabalham ali desenvolveram uma campanha de doação envolvendo vários parceiros, inclusive a direção da escola. “A escola comprou uma coleção do Diário do Banana, que os alunos tanto pediam. Ainda precisamos de livros atualizados, principalmente para o ensino médio, porque os nesta fase os jovens são mais seletivos”, conta.

A performance da picolezeira

Aos 17 anos de idade e estudando o “terceirão” do ensino médio, Catarina de Pádua pretende cursar Arquitetura no Nordeste e sabe que precisa ler e estudar bastante para alcançar esse objetivo. Ela tornou-se “picolezeira” por um dia e passeava pelos corredores da escola incentivando os colegas a degustarem uma leitura curta e divertida. “Apesar de muito alunos não terem interesse, ainda há alguns que mostram prazer em tomar tempo para ler um livro. No fundamental, entrei em sala de aula que os estudantes vibraram bastante com o “Picoler”, garante.

Questionada sobre seu livro favorito, ela não pensa duas vezes e aponta o clássico Vidas Secas, de Graciliano Ramos, como uma excelente leitura. “Antes, uma de minhas opções era fazer o curso de Letras, revela, demonstrando afinidade com a literatura, inclusive na organização de saraus e dramatização. (Ulisses Pompeu)

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