A iniciativa Rios de Encontro, projeto eco-cultural e socioeducativo enraizado no Bairro Francisco Coelho, comemorou o Dia Internacional da Mulher com contribuições artísticas na Escola Geraldo Veloso, no Bairro Novo Horizonte, à roda de mulheres na Galeria Vitória Barros e com os primeiros prêmios de 2018.

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A escola Geraldo Veloso recebeu o espetáculo premiado ‘Nascente em Chamas’, da Cia AfroMundi, co-idealizado pela dançarina solista Camylla Alves e pelo diretor artístico Dan Baron. Ela desafiou uma plateia de 150 alunos com sua narrativa sobre Amazônia feminina. “Já foi apresentado no Brasil, em Hong Kong e na Nova Zelândia”, disse Manoela Souza, gestora do projeto.

#ANUNCIO

Conforme ela, “trata-se de profundas sequelas interlaçadas do estrupo da mulher indígena, da exploração da mulher africana, e do autoritarismo da mulher hoje, condenada a reproduzir as violências internalizadas nas relações mais íntimas para sobreviver, sem entender o porquê”.

Camylla Alves, de 22 anos, coordenadora da Escola de Dança AfroMundi, respondeu às perguntas depois de sua apresentação. “Reinterpreto ‘Nascente em Chamas’ cada vez que o apresento, desde 2015, dependendo do que estou passando na vida e do que está acontecendo em Marabá. Às vezes, sinto-me intimidada pelo espetáculo, mas no palco o impacto justifica o desafio de até jogar lama sobre meu corpo, representando a catástrofe ambiental de Mariana. Para mim, ele mostra que precisamos de um novo projeto social, sensível, reflexivo, cooperativo, sustentável. E temos de atuar!”.

À noite, Elisa Neves, percussionista e coordenadora do microprojeto ‘Roupas ao Vento’, tocou o ritmo afro-brasileiro “Afoxé”, no tambor, na roda de mulheres na Galeria Vitória Barros. Falou sobre sua história enquanto mãe de um filho de cinco anos, lésbica assumida e artista, resgatando suas raízes para enfrentar o machismo e preconceito. “Meu filho já está construindo uma nova masculinidade, rompendo com uma divisão de trabalho em casa. Já tem uma sensibilidade aberta que questiona o feminicídio cotidiano”.

Em seguida, Manoela Souza celebrou a coragem rara de Elisa e sua comunidade, sobrevivendo no labirinto psicoemocional do agrado. Relacionou a necessidade para mulheres se curarem com a necessidade de defender os rios e florestas da Amazônia. “Quando os rios adoecem, nós mulheres logo adoecemos”, disse Manoela. “Por boa coincidência, hoje, Rios de Encontro foi contemplado pelo programa Fundo Elas: Fale Sem Medo, para realizar o novo projeto, ‘Salus: o Corpo Feminino como Território de Luta pelo Bem Viver’. Focalizará sobre plantas medicinais e o cultivo de uma feira comunitária, no Cabelo Seco. Elisa vai coordenar este projeto de ética feminina”.

O projeto Rios de Encontro foi contemplado com um segundo prêmio nesta semana, para o ‘Projeto Semente Internacional’, pela Associação Internacional de Drama Educação (IDEA), uma contribuição pelas primeiras quatro placas solares internacionais como contribuição catalisadora à sua campanha, Amazônia Bem Viver. Mais informações sobre as ações do Rio de Encontros, com Manoela Souza, no número (91) 9 8847-8021 (whatsapp).

(Divulgação/Rios de Encontro)

 

A iniciativa Rios de Encontro, projeto eco-cultural e socioeducativo enraizado no Bairro Francisco Coelho, comemorou o Dia Internacional da Mulher com contribuições artísticas na Escola Geraldo Veloso, no Bairro Novo Horizonte, à roda de mulheres na Galeria Vitória Barros e com os primeiros prêmios de 2018.

A escola Geraldo Veloso recebeu o espetáculo premiado ‘Nascente em Chamas’, da Cia AfroMundi, co-idealizado pela dançarina solista Camylla Alves e pelo diretor artístico Dan Baron. Ela desafiou uma plateia de 150 alunos com sua narrativa sobre Amazônia feminina. “Já foi apresentado no Brasil, em Hong Kong e na Nova Zelândia”, disse Manoela Souza, gestora do projeto.

#ANUNCIO

Conforme ela, “trata-se de profundas sequelas interlaçadas do estrupo da mulher indígena, da exploração da mulher africana, e do autoritarismo da mulher hoje, condenada a reproduzir as violências internalizadas nas relações mais íntimas para sobreviver, sem entender o porquê”.

Camylla Alves, de 22 anos, coordenadora da Escola de Dança AfroMundi, respondeu às perguntas depois de sua apresentação. “Reinterpreto ‘Nascente em Chamas’ cada vez que o apresento, desde 2015, dependendo do que estou passando na vida e do que está acontecendo em Marabá. Às vezes, sinto-me intimidada pelo espetáculo, mas no palco o impacto justifica o desafio de até jogar lama sobre meu corpo, representando a catástrofe ambiental de Mariana. Para mim, ele mostra que precisamos de um novo projeto social, sensível, reflexivo, cooperativo, sustentável. E temos de atuar!”.

À noite, Elisa Neves, percussionista e coordenadora do microprojeto ‘Roupas ao Vento’, tocou o ritmo afro-brasileiro “Afoxé”, no tambor, na roda de mulheres na Galeria Vitória Barros. Falou sobre sua história enquanto mãe de um filho de cinco anos, lésbica assumida e artista, resgatando suas raízes para enfrentar o machismo e preconceito. “Meu filho já está construindo uma nova masculinidade, rompendo com uma divisão de trabalho em casa. Já tem uma sensibilidade aberta que questiona o feminicídio cotidiano”.

Em seguida, Manoela Souza celebrou a coragem rara de Elisa e sua comunidade, sobrevivendo no labirinto psicoemocional do agrado. Relacionou a necessidade para mulheres se curarem com a necessidade de defender os rios e florestas da Amazônia. “Quando os rios adoecem, nós mulheres logo adoecemos”, disse Manoela. “Por boa coincidência, hoje, Rios de Encontro foi contemplado pelo programa Fundo Elas: Fale Sem Medo, para realizar o novo projeto, ‘Salus: o Corpo Feminino como Território de Luta pelo Bem Viver’. Focalizará sobre plantas medicinais e o cultivo de uma feira comunitária, no Cabelo Seco. Elisa vai coordenar este projeto de ética feminina”.

O projeto Rios de Encontro foi contemplado com um segundo prêmio nesta semana, para o ‘Projeto Semente Internacional’, pela Associação Internacional de Drama Educação (IDEA), uma contribuição pelas primeiras quatro placas solares internacionais como contribuição catalisadora à sua campanha, Amazônia Bem Viver. Mais informações sobre as ações do Rio de Encontros, com Manoela Souza, no número (91) 9 8847-8021 (whatsapp).

(Divulgação/Rios de Encontro)

 

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