Uma comitiva do Rios de Encontro – projeto eco-cultural e socioeducativo enraizado na comunidade Cabelo Seco, Marabá Pioneira – acaba de retornar do Fórum Alternativo Mundial da Água (Fama) realizado em Brasília, onde teve participação de destaque. Sob a coordenação de gestores do projeto, três jovens artistas do Coletivo AfroRaiz participaram, ao longo de três dias, de uma série de reuniões da Rede Brasileira de Arteducadores (Abra) e Aliança dos Rios Pan-Amazônicos, fomentando discussões e propondo reflexões sobre os rumos da sustentabilidade para Marabá e a Amazônia.

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Manoela Souza e Dan Baron, dois dos principais gestores do projeto Rios de Encontro, coordenaram a Roda Bem Viver da Rede Abra, permitindo a troca entre arte-educadores das cinco regiões do Brasil. A conversa mapeou desafios e soluções éticas numa conjuntura de conflito e cortes de recursos para projetos e iniciativas sociais.

“Cada projeto relatou a pressão que mineradoras como Vale, BHP Billington e Samarco [todas do mesmo grupo] fazem para promover a mineração predatório e sem compromisso com as comunidades locais”, disse. “Discutimos como resistir para não respaldar os responsáveis pelo crime ambiental que praticamente acabou com a vida no Rio Doce, em 2015”, reiterou.

Outras duas jovens integrantes do Rios de Encontro, Camylla Alves e Elisa Neves, refletiram sobre os desafios de sustentar um projeto ao longo de 10 anos, diante da pobreza regional e a pressão de se calar em relação aos crimes ambientais. “Foi um momento que causou impacto devido a maturidade e lucidez com que elas apresentaram suas reflexões sobre questões tão delicadas e que afetam a comunidade onde nasceram”, avaliou Dan Baron.

Em duas ocasiões diferentes, os integrante do Coletivo AfroRaiz se apresentaram com performances de dança e percussão, enquanto a companhia de dança AfroMundi apresentava o espetáculo “Nascente em chamas” era aplaudida de pé por uma plateia formada de cidadãos vindos de mais de 120 países.

#ANUNCIO

“Nossos parceiros também se destacaram”, disse Dan Baron, citando colaboradores do projeto em outros estados do país, como Luis Carlos, da PM baiana, Gian Borba, Sol Bueno e Gabriela Machado (MG). “Todos por sua incontestável qualidade artística”, ressaltou. “Realmente, foi uma noite inesquecível que marcou nossa posição em defesa da água como um bem e direito de todos e que não pode ser privatizada”, afirmou Dan.

Bioma

Na roda pan-amazônica, vídeos produzidos pelo jovem Rerivaldo Mendes, da Rabetas Vídeos, ilustraram a proposta do projeto Rios de Encontro de valorizar a vocação da comunidade em sensibilizar e mobilizar a sociedade global, reafirmando a defesa do bioma amazônico como principal condição para a sustentabilidade do planeta. “Fomos o único projeto que foi além da denúncia e apontou para uma futura formação coletiva pelo bem viver a que todos temos direito”, frisa Dan Baron.

Durante as rodas da Abra, os representantes do Rios de Encontro elaboraram a proposta do II Fórum Bem Viver e interagiram com projetos eco-sociais em Brasília. O integrantes do projeto Águas da Micro-bácia Serrinha do Paranoá relataram como estão formando verdadeiros ‘guardiões das nascentes’ usando recursos do GPS do celular.

A Fábrica Solar Social, por sua vez, demonstrou a produção de placas solares comunitárias. Ambos foram convidados para a participar do projeto Redes de Criatividade, que realizará o II Fórum Bem Viver na cidade de Moeda (MG), entre os dias 2 e 5 de novembro deste ano. “Ficamos encantadas em aprender como é simples produzir placas [de energia] comunitárias. Imagina um governo abraçando isso como um projeto nacional de sustentabilidade!”, ressaltou Elisa Neves.

Ao final do Fórum Alternativo Mundial da Água, a comitiva do projeto Rios de Encontro assinou, juntamente com movimentos sociais do Brasil e do mundo, a Carta do Fama, que será enviada a entidades e governos em todo o mundo, exigindo o engajamento global e responsável em defesa da água.

Serviço: Mais informações sobre as iniciativas do Projeto Rios de Encontro estão disponíveis por meio do WhatsApp (91) 98842 0521.  

 (Divulgação)

 

 

Fotos: Arquivo/Rios de Encontro

 

Uma comitiva do Rios de Encontro – projeto eco-cultural e socioeducativo enraizado na comunidade Cabelo Seco, Marabá Pioneira – acaba de retornar do Fórum Alternativo Mundial da Água (Fama) realizado em Brasília, onde teve participação de destaque. Sob a coordenação de gestores do projeto, três jovens artistas do Coletivo AfroRaiz participaram, ao longo de três dias, de uma série de reuniões da Rede Brasileira de Arteducadores (Abra) e Aliança dos Rios Pan-Amazônicos, fomentando discussões e propondo reflexões sobre os rumos da sustentabilidade para Marabá e a Amazônia.

Manoela Souza e Dan Baron, dois dos principais gestores do projeto Rios de Encontro, coordenaram a Roda Bem Viver da Rede Abra, permitindo a troca entre arte-educadores das cinco regiões do Brasil. A conversa mapeou desafios e soluções éticas numa conjuntura de conflito e cortes de recursos para projetos e iniciativas sociais.

“Cada projeto relatou a pressão que mineradoras como Vale, BHP Billington e Samarco [todas do mesmo grupo] fazem para promover a mineração predatório e sem compromisso com as comunidades locais”, disse. “Discutimos como resistir para não respaldar os responsáveis pelo crime ambiental que praticamente acabou com a vida no Rio Doce, em 2015”, reiterou.

Outras duas jovens integrantes do Rios de Encontro, Camylla Alves e Elisa Neves, refletiram sobre os desafios de sustentar um projeto ao longo de 10 anos, diante da pobreza regional e a pressão de se calar em relação aos crimes ambientais. “Foi um momento que causou impacto devido a maturidade e lucidez com que elas apresentaram suas reflexões sobre questões tão delicadas e que afetam a comunidade onde nasceram”, avaliou Dan Baron.

Em duas ocasiões diferentes, os integrante do Coletivo AfroRaiz se apresentaram com performances de dança e percussão, enquanto a companhia de dança AfroMundi apresentava o espetáculo “Nascente em chamas” era aplaudida de pé por uma plateia formada de cidadãos vindos de mais de 120 países.

#ANUNCIO

“Nossos parceiros também se destacaram”, disse Dan Baron, citando colaboradores do projeto em outros estados do país, como Luis Carlos, da PM baiana, Gian Borba, Sol Bueno e Gabriela Machado (MG). “Todos por sua incontestável qualidade artística”, ressaltou. “Realmente, foi uma noite inesquecível que marcou nossa posição em defesa da água como um bem e direito de todos e que não pode ser privatizada”, afirmou Dan.

Bioma

Na roda pan-amazônica, vídeos produzidos pelo jovem Rerivaldo Mendes, da Rabetas Vídeos, ilustraram a proposta do projeto Rios de Encontro de valorizar a vocação da comunidade em sensibilizar e mobilizar a sociedade global, reafirmando a defesa do bioma amazônico como principal condição para a sustentabilidade do planeta. “Fomos o único projeto que foi além da denúncia e apontou para uma futura formação coletiva pelo bem viver a que todos temos direito”, frisa Dan Baron.

Durante as rodas da Abra, os representantes do Rios de Encontro elaboraram a proposta do II Fórum Bem Viver e interagiram com projetos eco-sociais em Brasília. O integrantes do projeto Águas da Micro-bácia Serrinha do Paranoá relataram como estão formando verdadeiros ‘guardiões das nascentes’ usando recursos do GPS do celular.

A Fábrica Solar Social, por sua vez, demonstrou a produção de placas solares comunitárias. Ambos foram convidados para a participar do projeto Redes de Criatividade, que realizará o II Fórum Bem Viver na cidade de Moeda (MG), entre os dias 2 e 5 de novembro deste ano. “Ficamos encantadas em aprender como é simples produzir placas [de energia] comunitárias. Imagina um governo abraçando isso como um projeto nacional de sustentabilidade!”, ressaltou Elisa Neves.

Ao final do Fórum Alternativo Mundial da Água, a comitiva do projeto Rios de Encontro assinou, juntamente com movimentos sociais do Brasil e do mundo, a Carta do Fama, que será enviada a entidades e governos em todo o mundo, exigindo o engajamento global e responsável em defesa da água.

Serviço: Mais informações sobre as iniciativas do Projeto Rios de Encontro estão disponíveis por meio do WhatsApp (91) 98842 0521.  

 (Divulgação)

 

 

Fotos: Arquivo/Rios de Encontro

 

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