Cecília Fraga, Tânia Ribeiro, Angélica Gonçalves e Renan Silva falam sobre a bela iniciativa

Quando o pequeno Davi Lucas nasceu no Hospital Materno Infantil de Marabá (HMI), foi identificado que o bebê tinha um tumor no quadril. Em princípio, o desespero da família foi grande, mas hoje, passados quase dois anos, o menino está praticamente curado, morando no interior de São Paulo, junto com os pais e com o outro irmão, tendo pela frente um horizonte de esperança, uma realidade bem diferente do que se poderia imaginar.

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Mas como isso foi possível? Como foi possível encurtar tão rapidamente essa distância de 1.900 km que separam Marabá da cidade de Barretos, na mesorregião de Ribeirão Preto, em São Paulo? A resposta é simples: graças a laços de amizade e de boa vontade, que vem sendo fortalecidos desde 2016, quando as amigas Angélica Rangel Gonçalves, Tânia Ribeiro e Cecília Fraga começaram a captar recursos para ajudar a manter o Hospital do Câncer de Barretos.

Mais do que conseguir recursos, por meio de leilões de gado e de caminhadas pela vida, elas têm encaminhado pacientes para conseguir atendimento no hospital, que é referência no tratamento de câncer para todo o País. E foi durante uma dessas ações que a família de Davi Lucas acabou encontrando uma chance para o menino. E não só isso: o pai da criança, Aristides Renan Pereira da Silva, acabou conseguindo um emprego no próprio hospital.

Assim, ele pôde levar sua família para aquela cidade, não havendo necessidade de distanciamento em virtude do tratamento da criança como costuma acontecer nesses casos. Mas essa teia de afeto e solidariedade não parou por aí. Como gentileza gera mais gentileza, Renan hoje acolhe pessoas que chegam de outras partes do Brasil.

Ele vai busca-las na rodoviária ou no aeroporto e já hospedou gente estranha na sua própria casa, tocado pela empatia de entender a insegurança e o medo que cercam os pacientes e seus familiares que são obrigados a passar semanas ou meses distantes de sua terra natal. “Eu digo sempre para as pessoas que não tenham medo”, afirma Renan.

Angélica Gonçalves lembra que já foram realizadas duas edições do Leilão Direito de Viver Marabá, sempre com apoio dos produtores rurais de Marabá, que disponibilizam o gado a ser leiloado para contribuir com a iniciativa.

Além dos dois leilões, realizados em 2017 e em agosto deste ano, já ocorreram também duas caminhadas “Passos que Salvam” e a terceira está agendada para o dia 25 de novembro. Para participar da caminhada, o interessado adquire um kit por R$ 35, cuja arrecadação será enviada ao Hospital de Barretos.

Vale dizer que as caminhadas são realizadas em todo o País e, no caso de Marabá, onde há muitos atletas amadores, acontecerá também uma corrida na mesma data, cujo objetivo também é de contribuir para angariar fundos para o hospital.

Antes chamado de Hospital do Câncer de Barretos, a casa de saúde agora é tratada como “Hospital do Amor”, tanto por conta da equipe de profissionais que atendem aos pacientes com extremo afeto quanto pelas iniciativas que têm sido construídas em torno do que representa o hospital. São iniciativas que nos ensinam a enxergar o semelhante não como uma ameaça, mas como uma esperança.

(Chagas Filho)

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