Correio de Carajás

Com omissão do Estado, invasores deitam e rolam na Mutamba e mais 2 vigilantes são espancados

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A omissão escancarada e permanente da Secretaria de Segurança Pública do Pará em resolver o grave problema de invasão da Fazenda Mutamba, a 20 km do centro de Marabá, pode descambar para um episódio parecido com o que ocorreu em Pau Darco há pouco tempo. Neste domingo, dia 27, houve novo confronto depois que invasores atearam fogo em área de pasto e desafiaram os seguranças, espancando dois deles.

Segundo o pecuarista Mauro Mutran, na manhã de hoje, o inspetor de segurança da empresa contratada conseguiu capturar dois homens e uma mulher que estavam colocando fogo num pasto que fica ao lado da sede da fazenda, que foi destruída há cerca de um mês pelo grupo de invasores.

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“Ele (o inspetor) levou os incendiários à Seccional de Polícia da Folha 30, Nova Marabá, para registrar a ocorrência. Só que demorou muito lá porque a escrivã não quis relatar o fato da maneira que ocorreu. O vigilante que relatou não quis assinar o BO e me ligou para informa que o delegado de plantão já estava querendo liberar os criminosos, alegando que não tinha prova, apesar do vigilante passar as fotos do incêndio. Eu entrei em contato com o delegado Rogério, da Secretaria de Segurança, em Belém, e solicitei que ele intervisse para que os polícias civis registrassem o BO corretamente e segurasse os acusados”, revela o pecuarista em contato com a Reportagem do Portal Correio de Carajás.

Como o registro da ocorrência na delegacia demorou demais, outros invasores acabaram entrando em novo confronto com os vigilantes e dois funcionários da empresa de segurança foram espancados com pauladas na cabeça e trazidos para o Hospital Municipal de Marabá, onde estão sob cuidados médicos. Um deles teve o maxilar quebrado. 

 

Atualizado às 18h51 de domingo, dia 27 de agosto

Procurada pela Reportagem do Correio por telefone, na tarde de hoje, a promotora Josélia Leontina de Barros Lopes disse que reconhece a inércia do Estado em agir, o que pode gerar, em sua avaliação, um novo episódio “Pau Darco”.

Responsável pelas questões ambientais, ela disse que está preocupada com os danos à floresta que estão sendo causados na Mutamba nos últimos meses, onde há uma área de mais de 3 mil hectares de floresta nativa.

Para tentar preservar essa área, a promotora Josélia Leontina de Barros revela que pretende criar uma força-tarefa nos próximos dias, com a participação do Ibama, Polícia Civil, Polícia Militar, Semas (Secretaria de Estado de Meio Ambiente) e Semma (Secretaria Municipal de Meio Ambiente).

Questionada se não teme que os órgãos estaduais se neguem a participar da força-tarefa, por determinação da Secretaria de Segurança do Estado, a promotora disse que não crê que isso vá acontecer e que a invasão da propriedade coloca em risco a preservação do meio ambiente, que deve ter prioridade. “Temos registro de que estão retirando madeira da floresta e também colocando fogo em muitas áreas. Se incendiarem a mata, haverá danos maiores ainda”, prevê.

Em menos de um mês da última investida dos invasores, dezenas de cabeças de gado foram roubadas ou mortas na área da fazenda. Inclusive, na última semana, foi noticiado que dois bezerros foram retirados da Mutamba dentro de um veículo de passeio, o que causou espanto para a Polícia Rodoviária Federal e em muitas pessoas que leram a notícia.

O MST (Movimento Sem Terra) já afirmou, recentemente, que a ocupação da fazenda não é de autoria de seus participantes. A Justiça já determinou desocupação por várias vezes mas, mesmo assim, reconhecendo a fragilidade da segurança pública do Estado, os invasores retornam em seguida.

 

A omissão escancarada e permanente da Secretaria de Segurança Pública do Pará em resolver o grave problema de invasão da Fazenda Mutamba, a 20 km do centro de Marabá, pode descambar para um episódio parecido com o que ocorreu em Pau Darco há pouco tempo. Neste domingo, dia 27, houve novo confronto depois que invasores atearam fogo em área de pasto e desafiaram os seguranças, espancando dois deles.

Segundo o pecuarista Mauro Mutran, na manhã de hoje, o inspetor de segurança da empresa contratada conseguiu capturar dois homens e uma mulher que estavam colocando fogo num pasto que fica ao lado da sede da fazenda, que foi destruída há cerca de um mês pelo grupo de invasores.

“Ele (o inspetor) levou os incendiários à Seccional de Polícia da Folha 30, Nova Marabá, para registrar a ocorrência. Só que demorou muito lá porque a escrivã não quis relatar o fato da maneira que ocorreu. O vigilante que relatou não quis assinar o BO e me ligou para informa que o delegado de plantão já estava querendo liberar os criminosos, alegando que não tinha prova, apesar do vigilante passar as fotos do incêndio. Eu entrei em contato com o delegado Rogério, da Secretaria de Segurança, em Belém, e solicitei que ele intervisse para que os polícias civis registrassem o BO corretamente e segurasse os acusados”, revela o pecuarista em contato com a Reportagem do Portal Correio de Carajás.

Como o registro da ocorrência na delegacia demorou demais, outros invasores acabaram entrando em novo confronto com os vigilantes e dois funcionários da empresa de segurança foram espancados com pauladas na cabeça e trazidos para o Hospital Municipal de Marabá, onde estão sob cuidados médicos. Um deles teve o maxilar quebrado. 

 

Atualizado às 18h51 de domingo, dia 27 de agosto

Procurada pela Reportagem do Correio por telefone, na tarde de hoje, a promotora Josélia Leontina de Barros Lopes disse que reconhece a inércia do Estado em agir, o que pode gerar, em sua avaliação, um novo episódio “Pau Darco”.

Responsável pelas questões ambientais, ela disse que está preocupada com os danos à floresta que estão sendo causados na Mutamba nos últimos meses, onde há uma área de mais de 3 mil hectares de floresta nativa.

Para tentar preservar essa área, a promotora Josélia Leontina de Barros revela que pretende criar uma força-tarefa nos próximos dias, com a participação do Ibama, Polícia Civil, Polícia Militar, Semas (Secretaria de Estado de Meio Ambiente) e Semma (Secretaria Municipal de Meio Ambiente).

Questionada se não teme que os órgãos estaduais se neguem a participar da força-tarefa, por determinação da Secretaria de Segurança do Estado, a promotora disse que não crê que isso vá acontecer e que a invasão da propriedade coloca em risco a preservação do meio ambiente, que deve ter prioridade. “Temos registro de que estão retirando madeira da floresta e também colocando fogo em muitas áreas. Se incendiarem a mata, haverá danos maiores ainda”, prevê.

Em menos de um mês da última investida dos invasores, dezenas de cabeças de gado foram roubadas ou mortas na área da fazenda. Inclusive, na última semana, foi noticiado que dois bezerros foram retirados da Mutamba dentro de um veículo de passeio, o que causou espanto para a Polícia Rodoviária Federal e em muitas pessoas que leram a notícia.

O MST (Movimento Sem Terra) já afirmou, recentemente, que a ocupação da fazenda não é de autoria de seus participantes. A Justiça já determinou desocupação por várias vezes mas, mesmo assim, reconhecendo a fragilidade da segurança pública do Estado, os invasores retornam em seguida.

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